Curso de Medicina da UTAD é “marco verdadeiramente histórico”

Curso de Medicina da UTAD é “marco verdadeiramente histórico”
Foto: UTAD
| Norte
Porto Canal/Agências

O mestrado integrado em Medicina, que abre no ano letivo 2026/27, constitui um “marco verdadeiramente histórico” e representa uma conquista que reforça a missão da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), afirmou esta sexta-feira o reitor.

Jorge Ventura, reitor interino da UTAD, em Vila Real, falava durante a celebração dos 40 anos da academia transmontana, que contou com a presença do ministro da Educação, Fernando Alexandre.

“E é neste contexto que considero oportuno e até indissociável fazer referência à acreditação do mestrado integrado em Medicina da UTAD, na medida em que constitui um marco verdadeiramente histórico”, afirmou o responsável.

Mas, mais do que a abertura de um novo ciclo de estudos, o curso de Medicina é “uma conquista que reforça de forma decisiva a missão da UTAD enquanto universidade que se quer intimamente ligada ao território e focada no desenvolvimento local”.

“Esta acreditação reconhece a maturidade científica, pedagógica e institucional da nossa universidade, mas traz consigo também um acrescido sentido de responsabilidade, a de formar médicos qualificados, sensíveis às realidades das comunidades que irão servir e capazes de contribuir para a coesão social e territorial, e para a qualidade e sustentabilidade do sistema de saúde”, salientou Jorge Ventura.

Ao mesmo tempo, acrescentou, “representa um passo determinante para o futuro da UTAD, consolidando a sua relevância estratégica e aprofundando a ligação entre conhecimento, inovação e serviço público à região e ao país”.

Em dia de aniversário, a universidade e 21 municípios assinaram um memorando com vista ao acolhimento dos estudantes do mestrado integrado em Medicina durante os períodos de permanência e formação prática nas Unidades de Saúde Familiar (USF).

As autarquias são: Alijó, Armamar, Boticas, Chaves, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Montalegre, Murça, Penedono, Peso da Régua, Ribeira de Pena, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca Valpaços, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real.

Jorge Ventura garantiu que se encontram “reunidas as condições necessárias, quer ao nível dos recursos materiais, quer no plano de recursos humanos, para que o mestrado integrado em Medicina possa iniciar o seu percurso já no próximo ano letivo de 2026/2027”.

A proposta da UTAD passa pela admissão de 40 alunos por ano, um número máximo que se pretende manter ao longo dos seis anos do curso, e o plano de estudos assenta o ensino em pequenos grupos, em casos clínicos e também na simulação, para o que será criado um centro de simulação na ULSTMAD, que agrega os hospitais de Vila Real, Chaves e Lamego e 24 USF.

Este curso de Medicina foi acreditado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), por um período condicional de dois anos.

“Desde a sua criação, a UTAD tem sabido afirmar-se como uma universidade moderna, aberta ao mundo e comprometida com a sociedade que serve. Temos vindo a reforçar de forma consistente os nossos três grandes pilares: o ensino superior de qualidade, a investigação científica da excelência e a transferência de conhecimento e tecnologia para a sociedade”, referiu ainda Jorge Ventura.

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