Braga mapeia 1.405 hectares de espaços verdes e 56 de risco elevado de cheia
Porto Canal/Agências
O município de Braga mapeou 102.311 árvores e cerca de 1.405 hectares de espaços verdes, incluindo a copa das árvores, que contribuem para o sequestro anual de aproximadamente 4.962 toneladas de dióxido de carbono, foi esta sexta-feira anunciado.
Paralelamente, foram delimitados 56,2 hectares de áreas de risco elevado de cheias, localizadas sobretudo na envolvente do rio Este.
Para o vice-presidente da Câmara de Braga, Altino Bessa, este levantamento constitui “um instrumento estratégico para uma gestão territorial mais informada e sustentável”.
Além disso, acrescentou, a iniciativa permite valorizar a infraestrutura verde existente e identificar áreas prioritárias de intervenção ao nível da prevenção e mitigação de riscos naturais.
O objetivo foi aprofundar o conhecimento sobre o território, “criando uma base sólida para decisões futuras em matéria de planeamento urbano, gestão ambiental e mitigação de riscos naturais”.
Na sessão de apresentação dos resultados do mapeamento, foi sublinhado que Braga se destaca também no indicador de disponibilidade de espaços verdes por habitante.
“Enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda entre 9 e 12 metros quadrados por pessoa, o concelho apresenta 22,5 metros por habitante, tanto na cidade tradicional como na alargada, reforçando o contributo destes espaços para o bem-estar e a saúde da população”, sustenta um comunicado do município.
Em termos de risco de cheia em linhas de água com maior suscetibilidade a inundação, foram delimitados 56,2 hectares de áreas de risco elevado, localizadas sobretudo na envolvente do rio Este, nomeadamente na zona da Rotunda das Piscinas, no cruzamento da Avenida João Paulo II com a Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires e na área próxima das instalações da Bosch e da Aptiv, bem como na ribeira de Crasto.
Para Altino Bessa, este tipo de estudo “vai ao encontro do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nas zonas de risco de cheia”, sendo que algumas daquelas áreas “já foram intervencionadas e reagiram bem às fortes chuvas deste inverno”.
A informação recolhida foi integrada na plataforma WebSIG, disponível na área de Espaços Verdes do ‘site’ do município, permitindo organizar, monitorizar e atualizar continuamente os dados e reforçando o apoio à gestão dos espaços verdes e à definição de políticas públicas orientadas para a sustentabilidade e resiliência do território.
