Executivo do Porto aprova incorporação de 98 milhões de euros no orçamento que inclui propostas do PS

Executivo do Porto aprova incorporação de 98 milhões de euros no orçamento que inclui propostas do PS
Foto: João Pedro Rocha | Porto.
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Porto Canal/Agências

A Câmara do Porto aprovou esta terça-feira, com a abstenção do Chega, a incorporação de um saldo de gerência de 98 milhões de euros no orçamento para 2026, que passa a abranger medidas propostas pelos vereadores socialistas.

À margem da reunião privada do executivo desta terça-feira, o socialista Manuel Pizarro saudou o “processo profícuo de diálogo entre a maioria municipal e os vereadores do PS” que permitiu incorporar algumas medidas por estes propostas, como a renegociação do número de lugares de estacionamento à superfície destinados a residentes, a instalação de elevadores em alguns bairros municipais, a decisão de lançar o processo concursal para a reutilização do Ramal da Alfândega, entre outros.

O vereador da oposição afirmou, contudo, temer que os 80 novos efetivos prometidos por Pedro Duarte para a Polícia Municipal (PM) – cujas despesas constam agora no orçamento – possam sair da PSP do Porto, fazendo com que a cidade “não ganhe nada”.

Pizarro alertou ainda que a 12.ª Esquadra da PSP, em Cedofeita, foi encerrada e que na Praça de Pedro Nunes estará apenas a funcionar o posto de turismo.

A Lusa questionou o Comando Metropolitano do Porto da PSP e aguarda resposta.

Pelo Chega, Miguel Corte-Real justificou o voto de abstenção por “não se sentir confortável” com a subida prevista da despesa corrente da autarquia, mas elogiou que esta primeira alteração orçamental incorpore mais medidas relativas à segurança na cidade.

O presidente do município, Pedro Duarte, considerou ter agora “um orçamento que já está preparado” para concretizar o programa eleitoral da coligação pela qual foi eleito (PSD/CDS-PP/IL), uma vez que o orçamento que tinha sido aprovado no final de 2025 era “essencialmente de continuidade, preparado pelo executivo anterior”.

O autarca destacou ainda a “mudança radical” na votação desta incorporação que, ao contrário da votação do orçamento, não mereceu nenhum voto desfavorável dos vereadores da oposição.

“Isso é um sinal muito interessante e muito importante, porque motiva-nos mais e responsabiliza-nos também. Não tenho dúvidas quanto a isso, mas permite-nos dizer que temos um movimento na cidade de transformação que está a contaminar todos, inclusive a oposição, portanto isso deixa-me muito satisfeito”, partilhou.

O orçamento municipal para 2026 passa agora de 491,3 para 589,3 milhões de euros.

Em comunicado enviado a 12 de março à Lusa, a autarquia esclareceu que entre as novidades desta revisão orçamental está o programa Porto Feliz 2.0, que prevê a duplicação da capacidade do Centro Acolhimento Temporário Joaquim Urbano (que atualmente tem 40 camas) e a criação de um centro de pernoita para pessoas em situação de sem-abrigo com capacidade máximo até 150 camas.

“O programa de investimentos na área social contempla também o reforço da intervenção municipal através do alargamento e melhoria das condições de atendimento da sala de consumo vigiado, bem como a dotação para a abertura da segunda sala de consumo vigiado, na zona oriental da cidade, caso haja anuência do Ministério da Saúde”, avançou o município.

A segurança volta a ser assumida como “prioridade central” e, nesta área, para além dos 80 novos agentes para a PM, passam agora a estar previstos nos encargos camarários para 2026 a expansão da rede de videovigilância e a aquisição de drones que serão operados pela PSP.

Em termos de mobilidade, esta revisão já vai acomodar a gratuitidade dos transportes públicos para todos os munícipes, “embora a implementação esteja prevista para o início de 2027”, por haver a intenção de que se acelere o processo “e, se possível, antecipar a sua concretização para o final de 2026”.

A criação de 20 novos parques infantis, a requalificação daa praças de Francisco Sá Carneiro, Corujeira e Liège são outras das medidas previstas.

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