Distrital PS do Porto vê avanço do IC35 como positivo mas “não resolve décadas de atraso”

Distrital PS do Porto vê avanço do IC35 como positivo mas “não resolve décadas de atraso”
Foto: Jorge Lopes | Porto Canal
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Porto Canal/Agências

O presidente da Federação Distrital do PS Porto disse esta quarta-feira que o avanço do troço que liga Rans a Entre-os-Rios do IC35 é “um passo importante” para a região, mas “não resolve décadas de atraso no desenvolvimento do território”.

No dia em que se assinalam 25 anos desde a queda da Ponte Hintze Ribeiro, em Entre-os-Rios, que matou 59 pessoas, Nuno Araújo considerou que o avanço daquele troço do itinerário complementar vai “melhorar as acessibilidades no Tâmega e Sousa e responder a uma reivindicação antiga das populações da região”.

“O Tâmega e Sousa precisa de uma estratégia integrada de desenvolvimento. É por isso que temos vindo a defender a criação de uma estrutura de missão dedicada à região, capaz de mobilizar investimento e coordenação estratégica em três eixos fundamentais: qualificação das pessoas, reforço das infraestruturas e valorização da base industrial, criando mais emprego qualificado”, declarou, citado em comunicado da estrutura distrital do Partido Socialista (PS).

O dirigente socialista considera que numa “das regiões mais industriais do país, com enorme capacidade produtiva e potencial de crescimento”, a existência de “melhores acessibilidades, mas também investimento na qualificação e uma ligação mais forte entre o ensino, a inovação e o tecido empresarial” ajudarão a “libertar o potencial” do Tâmega e Sousa.

A Infraestruturas de Portugal (IP) lançou esta quarta-feira, exatamente 25 anos depois da queda da ponte Hintze Ribeiro, o concurso público da empreitada do IC35 entre Rans e Entre-os-Rios, em Penafiel, ligando este concelho a Castelo de Paiva.

De acordo com uma publicação feita em Diário da República (DR) esta quarta-feira, em causa estão 89,5 milhões de euros para a segunda fase do Itinerário Complementar 35 (IC35) e o contrato tem uma duração de 720 dias, ou seja, praticamente dois anos para execução da empreitada.

Os potenciais interessados na execução da empreitada têm até dia 16 de abril para apresentar uma proposta, e na avaliação de candidaturas o preço tem um fator de ponderação de 80% e a qualidade 20%.

Na sexta-feira, o presidente da Câmara de Penafiel, Pedro Cepeda (PSD/CDS-PP), já se tinha congratulado com o lançamento do concurso da segunda fase do IC35, que ligará Penafiel a Castelo de Paiva.

Dos 12 quilómetros previstos desta via de interesse regional que foi considerada prioritária em 2001, após a queda da ponte Hintze Ribeiro, apenas foi construído um quilómetro, entre Penafiel e Rans, faltando fazer o troço que irá lugar Rans a Entre-os-Rios.

O IC35, que liga a autoestrada A4 a Entre-os-Rios sobre o rio Douro, constitui uma alternativa à EN106, que continua a ser a via principal de acesso entre aqueles dois concelhos.

Segundo a autarquia, esta é uma das estradas do país com índices de sinistralidade mais graves, registando nos últimos 20 anos, 639 acidentes, com 14 mortos, 45 feridos graves e 687 feridos ligeiros.

Já a ligação entre o IC35 e a EN106 em Rans, cujo concurso foi lançado em janeiro, vai custar cerca sete milhões de euros.

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