Lucro da Riopele cai 10% para 4,5 ME e vendas somam 99 ME em 2025

Lucro da Riopele cai 10% para 4,5 ME e vendas somam 99 ME em 2025
Foto: Riopele
| Norte
Porto Canal/Agências

O lucro da Riopele recuou 10%, para 4,5 milhões de euros, em 2025 face a 2024, tendo as vendas consolidadas aumentado 500.000 euros para 99 milhões, avançou à Lusa fonte oficial do grupo têxtil.

Em comunicado, a empresa de Pousada de Saramagos, Vila Nova de Famalicão, detalha que a produção de tecido para a indústria da moda continuou a representar a principal fatia das vendas do grupo, seguindo-se o segmento de vestuário, desenvolvido sob a insígnia Riopele Fashion Solutions, e a comercialização de fio.

Em 2025, o resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBDITA) do grupo Riopele situou-se em 15% do volume de negócios, um ligeiro crescimento face ao ano anterior, refletindo “a aposta contínua da empresa na eficiência operacional e na adequação da sua oferta comercial às exigências do mercado”.

Num ano “particularmente difícil para a indústria têxtil portuguesa”, a Riopele teve como cinco principais mercados de exportação Espanha, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos e Alemanha.

Segundo destaca, os mercados canadiano e norte-americano “assumem um papel particularmente estratégico para o grupo, impulsionados pelo elevado poder de compra, pela valorização de produtos ‘premium’, de qualidade e sustentáveis, bem como pelo reconhecimento do selo ‘Made in Portugal’, associado a ‘design’, inovação e ao cumprimento de rigorosas normas sociais e ambientais”.

Ainda salientada pela empresa é a “crescente procura, por parte de marcas e retalhistas, por fornecedores alinhados com princípios de sustentabilidade e ética”.

Desde 2019, e no âmbito da sua estratégia de sustentabilidade, a Riopele tem em curso um ciclo de investimentos de mais de 18 milhões de euros em transição energética, com o objetivo de se tornar a primeira empresa do setor têxtil operacionalmente neutra em carbono em 2027, ano em que celebra o seu centenário.

Estes investimentos incluem a instalação de uma caldeira de biomassa para a produção de vapor, essencialmente ao serviço do departamento de ultimação, e a implementação de três parques fotovoltaicos: na Olifil, unidade de fiação; na Riopele B, que integra as áreas de torcedura e tecelagem; e na Riopele A, o mais recente investimento em descarbonização, atualmente em fase de conclusão, onde se localiza o departamento de ultimação.

Citado no comunicado, o presidente do Conselho de Administração da Riopele, José Alexandre Oliveira, afirma que “2025 foi um ano desafiante para a indústria têxtil” e que “tudo indica que este ano apresente desafios semelhantes”.

“No entanto, encaramos cada dificuldade como uma oportunidade para evoluir. A Riopele distingue-se por ser uma empresa que, mesmo com quase 100 anos, sempre soube adaptar-se às diferentes conjunturas — seja ao nível da digitalização, da sustentabilidade ou da inovação em materiais e soluções para o mercado”, sustenta.

“Estamos preparados para diferentes cenários e perspetivamos um ano de consolidação do negócio, preparando um centenário estável e posicionando a Riopele para os desafios do futuro, que certamente continuarão a surgir”, acrescenta José Alexandre Oliveira.

Especializado na produção de tecidos para a indústria da moda, o grupo Riopele contava com 1.174 colaboradores no final de 2025, menos 16 do que em 2024, exportando mais de 98% da sua produção para cerca de 30 países e 700 clientes.

A atividade do grupo abrange desde a criação e Investigação & Desenvolvimento (I&D) às áreas de fiação, tinturaria, torcedura, tecelagem, ultimação e confeção (sob a marca Riopele Fashion Solutions).

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