Estudantes afastam Chega da Universidade de Coimbra por colisão com estatutos da AAC

Estudantes afastam Chega da Universidade de Coimbra por colisão com estatutos da AAC
Foto: Marta Costa | UC
| Norte
Porto Canal/Agências

A Associação Académica de Coimbra (AAC) deliberou excluir o partido Chega dos eventos ou iniciativas cívicas, sociais, económicas, mediáticas ou políticas dos órgãos centrais, intermédios e estruturas estudantis.

O posicionamento foi assumido na quarta-feira, em Assembleia Magna, numa votação com 273 votos a favor, três contra e 30 abstenções.

Em comunicado, a direção-geral da AAC salienta que a votação reflete "uma posição clara e consolidada da comunidade estudantil" perante o partido de extrema-direita liderado por André Ventura.

De acordo com a proposta da direção-geral aprovada, o Chega está excluído de visitas ao edifício-sede, em moldes eleitorais, políticos, institucionais ou demais situações extraordinárias.

Está igualmente vedada a sua participação em eventos ou iniciativas cívicas, sociais, económicas, mediáticas ou políticas dos órgãos centrais, intermédios e estruturas da AAC.

"A direção-geral reafirma, assim, o seu compromisso com uma academia inclusiva, plural e assente nos princípios da liberdade, igualdade e solidariedade”, honrando o “legado histórico da instituição e o papel dos estudantes na defesa da democracia em Portugal", sublinha o comunicado.

Segundo a estrutura estudantil, "o discurso de ódio e xenófobo promovido pelo partido Chega assume-se como o principal ponto de fraturação política e institucional junto da AAC, incompatibilizando-se diretamente com os princípios estatutários da nossa instituição".

"Respeitando o previsto (...) nos Estatutos, que prevê a nossa obrigação coletiva em defender e promover os princípios democráticos como garantias da liberdade, solidariedade e igualdade equitativa de oportunidades, a direção-geral defende, assim, a exclusão incondicional do partido Chega da academia Coimbrã", lê-se na nota.

A organização estudantil de Coimbra sustentou ainda que a constante "materialização negativa política de minorias, em particular de etnia cigana ou indostânica, espelha uma clara visão desigual da sociedade, firmando-se numa narrativa profundamente xenófoba", incompatível com a promoção dos direitos humanos dos seus estatutos.

A AAC considera que, mais uma vez, está a posicionar-se "no lado certo da História", em que não vai calar nem recuar "em defesa da democracia, da igualdade perante a Lei e da liberdade, fazendo jus aos seus Estatutos e ao legado histórico e político da instituição".

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