CP com "elevado nível de certeza" sobre números de passageiros da Linha de Leixões
Porto Canal/Agências
A CP - Comboios de Portugal tem um "elevado nível de certeza" sobre os números divulgados relativamente aos passageiros da Linha de Leixões, assegurando que é possível aferi-los "com algum rigor", apesar da disparidade de validações entre estações.
"A CP tem algoritmos com chaves de repartição, através dos quais é possível aferir com elevado nível de certeza a utilização dos nossos serviços quanto à origem e destino das viagens realizadas pelos nossos clientes", pode ler-se numa resposta de fonte oficial da CP a questões da Lusa relativamente aos números da Linha de Leixões, nomeadamente sobre as validações feitas na estação de Campanhã, no Porto.
Segundo a CP, como a maioria dos clientes "faz viagens de ida e regresso nos mesmos percursos, mesmo efetuando apenas a validação na estação de origem, é possível aferir com algum rigor quais as linhas e serviços utilizados, bem como o número de entradas e saídas em cada estação".
A Linha de Leixões, circular ferroviária do Porto que reabriu a passageiros em 9 de fevereiro de 2024, transportou 598.770 passageiros no primeiro ano de operação, segundo os números da CP.
De acordo a transportadora, a estação que registou mais validações foi Campanhã, com 356.041, seguida do novo apeadeiro do Hospital São João, criado especificamente para a reabertura do serviço, com 84.661 validações.
Segue-se a estação de São Gemil, na Maia, com 51.740 validações, Leça do Balio, em Matosinhos, com 32.376, São Mamede de Infesta, também em Matosinhos, com 31.296, e, por fim, o novo apeadeiro de Arroteia, junto à Efacec, com 21.497, e Contumil, no Porto, com 21.159 validações.
A Lusa tinha questionado a CP sobre como era feita a contabilização de validações na estação de Campanhã e perguntado que validadores eram contabilizados, uma vez que nas plataformas que servem a Linha de Leixões partem também comboios para outros destinos a sul, como Ovar ou Aveiro.
Como não há validação à entrada e saída, o número de passageiros não pode ser calculado com total exatidão, já que parte dos passageiros que utilizam a Linha de Leixões vêm do sul da estação de Campanhã, não validando bilhete nas estações formalmente pertencentes à Linha de Leixões, mas apenas numa eventual viagem de regresso.
"A média de validações por dia útil mais elevada foi em outubro de 2025, com 2.424 validações. A média mais reduzida foi registada em maio de 2025, 1.628 validações", refere também a CP nas respostas enviadas à Lusa.
Quanto à distribuição por mês, em outubro, mês onde tipicamente se regista maior afluência aos transportes públicos, registou-se um recorde de 62.262 validações, seguindo-se março (58.035), setembro (53.010), novembro (52.527), julho (51.877), abril (49.818), janeiro (47.549), junho (46.834), agosto (42.736), maio (41.607), dezembro (40.318), fevereiro de 2025 (a partir de dia 09, 38.992) e fevereiro de 2026 (até dia 09, 13.205).
Em 9 de fevereiro de 2025, o serviço de passageiros regressou à circular ferroviária do Porto com comboios diretos entre Ovar e Leça do Balio, sem necessidade de mudança em Porto-Campanhã, bem como comboios entre Porto-Campanhã e Leça do Balio.
O serviço liga Campanhã ao Hospital São João, no Porto, em 11 minutos (ou 18, em certos horários), e no total do percurso reaberto - entre Leça do Balio e Campanhã - estão previstos tempos de viagem entre os 19 minutos e os 27 minutos, dependendo dos horários.
Dentro desse percurso, destacam-se as ligações ao metro nas estações do Hospital São João, Contumil e Porto Campanhã, ainda que obrigando a algum tempo de percurso a pé entre os diferentes meios de transporte.
Com a "procura estabilizada", a CP previa uma procura de 1,6 milhões de passageiros por ano (502 mil passageiros por ano para Campanhã, 24,5 mil para Contumil, 123 mil para São Gemil, 444 mil para o Hospital São João, 132 mil para São Mamede de Infesta, 115 mil para a Arroteia e 49 mil em Leça do Balio).
