Festival Mula estreia-se no Porto com 16 eventos no equinócio da primavera

Festival Mula estreia-se no Porto com 16 eventos no equinócio da primavera
Foto: Festival Mula
| Porto
Porto Canal/Agências

Mula é um novo festival de artes performativas do Porto, cuja primeira edição aborda expressões da dança e decorre de 20 a 22 de março, para celebrar o equinócio da primavera, com 16 eventos em 36 horas, anunciou a organização.

A edição piloto arranca entre o pôr-do-sol de dia 20 e estende-se até ao nascer do sol de 22 de março. Ao longo de 36 horas, os eventos performativos acontecem em diversos espaços e comunidades artísticas independentes do Porto, designadamente Sismógrafo, Mala Voadora, Rampa, Passos Manuel, Teatro do Ferro e Hotelier.

“Gratuita e aberta a toda a comunidade, esta edição piloto da Mula afirma a dança em formatos híbridos e contemporâneos, criando novas pontes, novos públicos e espaços de encontro em contextos independentes, onde a convivialidade é central”, afirmam as diretoras do festival Mula, Cristina Planas Leitão e Luísa Saraiva.

A edição piloto, focada na dança e nas suas linguagens híbridas, arranca com a instalação “Calau, Calau”, de Catarina Miranda. “Trata-se de um videodança criado em diálogo com objetos expositivos do Museu do Romântico do Porto, em colaboração com Só Filipe”, lê-se no dossiê de imprensa.

O festival apresenta em estreia nacional as performances de Ana Rita Xavier, Ewa Dziarnowska, Liina Magnea, Ofelia Jarl Ortega, Piny e Sancha Meca Castro, e apresenta também os últimos trabalhos de Dori Nigro, Paulo Pinto e Sepideh Khodarahmi.

Os espetáculos “Casino”, da coreógrafa sueco-chilena Ofelia Jarg Ortega, partilha com Nina Sandino e Jao Moon uma pista de dança ficcional, num clube latino-americano de salsa, e “Ssassin’s Creed (Lady Says Stop) ”, de Liina Magnea, que combina música, movimento, dramaturgia cinematográfica e 'scroll' na internet, são outros dos destaques da programação do Mula.

No formato 'performances pop-up', a organização do festival destaca as encomendas que fez, desde logo “Fruta do Acaso”, de Ana Rita Xavier, e depois “liminal”, de Piny.

A programação inclui ainda o artista Sepideh Khodarahmi, que traz a performance “The Erotic Clown”, convidando o público a confrontar os limites entre prazer e repulsa, e Dori Nigro e Paulo Pinto, como o espetáculo “SALVALAVALMA”, evocando saberes e fazeres ancestrais, em que os performers usam as suas memórias corporais para recordar a simbologia do banho como purificação do corpo e da alma.

Além das performances, o novo festival inclui o 'workshop' somático intitulado “Expelir, Digerir, Enxaguar”, com António Ónio, bem como leituras oraculares, com Rita Diamond Casais (mapa astral) e Piny (tarot), além de leituras noturnas de textos que preparam revoluções, com Cristina Planas Leitão, Luísa Saraiva e a artista e investigadora Mariana Machado.

Está também programado o concerto “Amuleto Apotropaico & Jejuno”, de António Feiteira e Sara Rafael, que “desenvolveram uma forma de expulsar demónios através de um espiritualismo secular enraizado nas possibilidades infinitas do ‘noise’”.

O Club Mula, com curadoria de Lendl Barcelos, no Passos Manuel, traz ao festival nomes da cena portuense e novos , como bunny raver, UGHO, entre outros.

“Ao apostar no indizível e na ambiguidade, a Mula apresenta-se como um ecossistema que não pretende crescer para se tornar outra coisa, mas sim enraizar modos menos burocráticos e mais afetivos de produção e acesso à cultura no tecido urbano portuense”.

O festival Mula vai ter ainda a colaboração dos curadores gastronómicos Paula Lopes (Hotelier), Vasco Coelho Santos (Euskalduna Studio) e Rigel Lazo (Arre!). Os três ‘chefs’ vão ser responsáveis por alimentar os festivaleiros ao longo das 36 horas do evento.

Segundo a organização do festival, o Mula quer marcar “um novo início” e defende "a autonomia e a independência” como condições vitais para o “desenvolvimento de uma cidade”.

O acesso aos eventos são gratuitos, limitados à lotação de cada espaço, e a entrada no Club Mula – Passos Manuel, o acesso às leituras oraculares têm um custo.

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