Ativado Plano Distrital da Proteção Civil de Aveiro devido ao mau tempo

Ativado Plano Distrital da Proteção Civil de Aveiro devido ao mau tempo
Foto: Rui Catalão | Facebook
| Norte
Porto Canal/Agências

A Comissão Distrital de Proteção Civil de Aveiro ativou esta quarta-feira, pelas 18h00, o Plano Distrital de Emergência de Proteção Civil devido ao risco de agravamento das situações de cheia/inundação.

Num comunicado divulgado esta noite, o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro refere que o Plano foi ativado pelas 18h00, após reunião por meios telemáticos da Comissão Distrital de Proteção Civil de Aveiro.

A ativação do plano, segundo a mesma nota, decorre na sequência da "evolução das presentes condições hidrometeorológicas na área geográfica do distrito de Aveiro, com particular ênfase nos municípios da região de Aveiro, existindo o risco de agravamento das situações de cheia/inundação".

Esta medida teve em conta o elevado número de ocorrências relacionadas com a meteorologia adversa em vários concelhos do distrito de Aveiro e a situação hidrológica nas bacias dos rios Águeda e Vouga, para os quais a Agência Portuguesa do Ambiente emitiu alertas para os dias 10, 11 e 13.

Já a câmara de Águeda alertou para a possibilidade de haver um aumento significativo dos caudais a partir das 06h00, agravado pelas descargas da Barragem de Ribeiradio.

"Informamos que, apesar de a água estar atualmente a baixar — tendência que deverá manter-se até cerca das 0600 — prevê-se que volte a subir posteriormente", refere uma nota publicada na página do município na rede social Facebook.

Esta situação, segundo a autarquia, poderá provocar subidas rápidas do nível da água nas zonas ribeirinhas.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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