Paços de Ferreira fecha uma dezena de espaços públicos incluindo Citânia de Sanfins
Porto Canal/Agências
A Proteção Civil de Paços de Ferreira encerrou os parques de lazer, circuitos de manutenção, zonas florestais, bem como a Citânia de Sanfins e o Monte do Pilar, num total de 10 espaços públicos, informou fonte da autarquia.
“Atendendo a estas previsões meteorológicas e por motivos de segurança, os acessos continuarão encerrados ao público”, disse à agência Lusa fonte da autarquia de Paços de Ferreira, no distrito do Porto.
Já num ponto de situação publicado na página da Câmara de Paços de Ferreira nas redes sociais estão identificados os espaços públicos encerrados: Parque Urbano de Paços de Ferreira, Parque de Lazer de Freamunde, Parque de Lazer Meixomil, Parque de Lazer de Seroa, Circuito de Manutenção de Codessos, Circuito de Manutenção de Eiriz, Parque de Lazer de Raimonda, Parque de Lazer de Frazão, Monte do Pilar e Citânia de Sanfins.
Na publicação, a Proteção Civil alerta que “as previsões apontam para um agravamento devido à aproximação da Depressão Marta” e “para além de aguaceiros, por vezes fortes, queda de granizo e trovoada” preveem-se “rajadas de vento que podem atingir os 80 quilómetros/hora”.
Na quinta-feira, em comunicado, a Câmara de Paços de Ferreira alertou para “o forte risco de queda das muito danificadas árvores localizadas na Avenida Dr. Jaime Barros”, razão pela qual estas foram retiradas, prolongando-se os trabalhos “por alguns dias”.
“Concluídos estes trabalhos, serão plantadas novas árvores, juntamente com a devida requalificação dos passeios. Para além da intervenção em outras vias já sinalizadas em algumas das nossas freguesias, quer com trabalhos de podas, quer com o abate e substituição por novas árvores, todas as equipas da Câmara Municipal e em permanente articulação com as nossas corporações de Bombeiros e GNR, continuarão em estado de prontidão máxima”, apontou a autarquia.
Portugal está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 8 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
