Entrudo Chocalheiro de Podence espera atrair 50 mil pessoas

Entrudo Chocalheiro de Podence espera atrair 50 mil pessoas
Foto: CM Macedo de Cavaleiros
| Norte
Porto Canal/Agências

O Entrudo Chocalheiro de Podence espera atrair 50 mil pessoas este ano, entre 14 e 17 de fevereiro, com os Caretos de Podence, classificados Património Imaterial da Humanidade desde 2019, como figuras centrais.

Nesta pequena aldeia do concelho de Macedo de Cavaleiros, o Carnaval “genuíno e português” é já um símbolo nacional, de acordo com António Carneiro, o presidente da Associação dos Caretos de Podence, entidade organizadora do Entrudo Chocalheiro.

“[Nestes dias, Podence] transforma-se completamente”, salientou António Carneiro, explicando que a “aldeia que tem apenas 200 habitantes e nas edições anteriores, nos quatro dias, ocorreram à aldeia na ordem das 50 mil pessoas, que vêm de todo o mundo, de Portugal, que é a maioria, mas de Espanha, Estados Unidos, França”.

Para o responsável, Podence “é um palco diferenciador para atrair gente de todo o mundo”.

A festa começa no sábado, dia 14, e a abertura dos Caretos é feita pelo desfile dos facanitos, as crianças da aldeia vestidas com o traje.

As casas também ganham outra vida. As adegas e garagens, que estão fechadas durante todo o ano, abrem as portas e transformam-se em tabernas onde as pessoas podem degustar a gastronomia da região, como o butelo, os enchidos e ainda os grelos.

Serão 30 tabernas e ainda 40 expositores espalhados pela aldeia, no designado mercadinho tradicional.

Os visitantes vão poder ainda fazer a sua máscara, na oficina dos Caretos, uma estratégia também de salvaguarda da tradição.

Para os amantes de natureza haverá caminhadas e passeios de barco, “uma forma de vivenciar outras experiências”.

Uma das novidades deste ano, além das exposições, é a apresentação de dois livros infantis que, segundo António Carneiro, tem como objetivo “dar a conhecer os rituais e a tradição dos caretos de Podence aos mais novos”.

Os caretos são “os grandes anfitriões da festa”, mas a tradição do pregão casamenteiro e a noite mágica, que acontecem na segunda-feira, dia 16, são outro dos pontos altos do evento, atraindo milhares de pessoas.

“O evento encerra [na terça-feira de Carnaval] com o símbolo do Entrudo, que representa queimar o que é de mau, que é de velho, que é um careto gigante, com oito metros de altura”, acrescentou António Carneiro.

Além desta figura emblemática transmontana, Podence caracteriza-se ainda pelas cores. Quem percorre a aldeia pode apreciar murais pintados nas paredes das habitações, algumas estavam devolutas e ganharam desta forma vida.

Das figuras representadas, é possível ver o Papa Francisco, Marcelo Rebelo de Sousa e ainda Cristiano Ronaldo. Este ano, haverá uma nova surpresa e, sem querer adiantar muito, o presidente da Associação de Caretos de Podence revelou que será inaugurado um novo mural, no dia 16, desta vez “fora da caixa”, com uma figura americana.

Os Caretos de Podence foram classificados Património Imaterial da Humanidade, pela Unesco, em dezembro de 2019 e desde aí que o Carnaval tem atraído dezenas de milhares de pessoas.

Este ano, António Carneiro teme que a chuva possa ser um entrave nas comemorações, mas garante que a hotelaria está lotada.

“Pelo que sabemos, na região, de Bragança a Vila Real, está tudo lotado em termos de alojamento. Isto significa que uma tradição consegue criar uma mais-valia em termos de economia circular”, afirmou.

No entanto, o espaço e a falta de infraestruturas tornam o evento limitado. A Associação Caretos de Podence tem vindo a reivindicar a construção de casas de banho e de espaço para uma tenda, mas ainda sem sucesso.

“Hoje os Caretos de Podence são um símbolo nacional, toda a gente conhece esta tradição. Temos é de lhe dar mais sustentabilidade e criar mais infraestruturas para receber essas multidões. (…) Falta-nos mais espaço e espero que, no próximo ano, as coisas estejam resolvidas e termos um plano de estratégia para fazer determinados investimentos que serão uma mais-valia para o evento”, disse.

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