Câmara de Aveiro fechou acesso à antiga Lota devido ao mau tempo e deixou família bloqueada

Câmara de Aveiro fechou acesso à antiga Lota devido ao mau tempo e deixou família bloqueada
Foto: CM Aveiro
| Norte
Porto Canal/Agências

Pelo menos três pessoas ficaram temporariamente bloqueadas na zona da antiga Lota de Aveiro, na segunda-feira, depois de a autarquia ter mandado vedar o acesso àquela zona devido à probabilidade de ocorrência de cheias.

A Câmara de Aveiro mandou encerrar a estrada de acesso à zona da antiga lota desde as 14h00 de segunda-feira até às 08h00 desta terça-feira, atendendo à precipitação persistente e à subida da maré.

A decisão apanhou de surpresa Agostinho Neno, o filho e a nora que estavam a trabalhar nas marinhas às quais apenas se pode aceder por um caminho de terra ligado por uma ponte à zona que foi vedada.

Quando tentaram regressar a casa ao final da tarde, os três depararam-se com o acesso barrado por um monte de terra e tiveram de retirar parte da terra com uma pá para passar com as suas viaturas.

“Acho que eles vieram ver se havia carros ali. Dizem que não viram carros e taparam, mas os meus carros estavam aqui na zona privada, onde tenho o cais do meu barco”, disse à Lusa Agostinho Neno, queixando-se da falta de aviso prévio por parte da autarquia.

Numa nota enviada à Lusa, o gabinete de imprensa da Câmara esclareceu que a estrada na zona da antiga lota foi encerrada por razões de prevenção e para garantir a segurança.

“Esta decisão foi tomada de forma responsável, face às condições existentes no local, tendo sido previamente assegurada a informação a todas as associações e coletividades com instalações naquela área”, refere a mesma nota.

A mesma fonte acrescentou que a câmara desconhecia que estivessem trabalhadores nas marinhas e não teve a intenção de prejudicar e impedir a passagem dessas mesmas pessoas.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

+ notícias: Norte

Medidas cautelares “permanentemente reforçadas” no distrito do Porto devido ao mau tempo

O distrito do Porto registou 14 ocorrências durante a noite depois de na terça-feira ter registado 322, mas as medidas cautelares serão “permanentemente reforçadas” face aos “vários riscos” associados ao mau tempo, disse fonte da Proteção Civil.

Consulta pública do terminal de contentores norte de Leixões com 301 participações

A consulta pública da ampliação e reorganização do terminal de contentores Norte do porto de Leixões, ao qual a Câmara de Matosinhos deu parecer desfavorável, terminou com 301 participações, consultou esta quarta-feira a Lusa.

Autoestrada 1 cortada ao trânsito nos dois sentidos em Coimbra devido a rebentamento de dique

O trânsito na Autoestrada 1 (A1) está cortado entre o entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, devido ao rebentamento de um dique no rio Mondego, confirmou a Brisa.