Amarante reforça alerta para o risco de cheia na cidade

Amarante reforça alerta para o risco de cheia na cidade
Foto: CM Amarante
| Norte
Porto Canal/Agências

A Proteção Civil de Amarante reforçou o alerta a comerciantes e moradores da zona ribeirinha do concelho para a possibilidade de cheias, estando a situação a ser permanentemente monitorizada, afirmou o vereador Ricardo Vieira.

“Temos que estar alertas porque a qualquer momento o cenário pode mudar”, salientou à agência Lusa o vereador da Proteção Civil, Ricardo Vieira.

O autarca referiu que, desde esta manhã, o “caudal estabilizou nos 4.20 metros”. “O que não é muito dramático para nós”, apontou, referindo, no entanto, que há fortes descargas de Espanha, o que se conjuga localmente com a precipitação e o degelo.

O vereador disse que, em Amarante, o alerta pela população, principalmente os comerciantes da rua 31 de Janeiro, está a ser reforçado.

“Para estarem atentos ao que pode acontecer e estamos também nós sempre vigilantes e a controlar os fluxos para, se houver necessidade, pôr as equipas a auxiliar a população”, explicou.

Desde segunda-feira que as atenções estão centradas no caudal do rio Tâmega. Por isso mesmo, segundo o vereador, os comerciantes já retiraram pertences das zonas mais críticas, estando prevenidos para uma situação de aumento do nível da água desde rio que passa pelo meio da cidade do distrito do Porto.

Esta manhã, foram reforçados alertas. “Eu próprio andei nos estabelecimentos que podiam ser mais afetados a fazer esse apelo”, referiu, lembrando que os passadiços junto ao rio já estão fechados e instando os curiosos que querem ir ver o Tâmega a que o façam em zonas seguras.

Ricardo Vieira disse ainda que o presidente da Câmara de Amarante está em contacto permanente com o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Ao início da tarde, numa entrevista na RTP, o presidente da APA, Pimenta Machado, disse que, a Norte, há duas situações mais preocupantes, em Amarante e no Porto, referindo que a situação está a ser “gerida hora a hora, minuto a minuto”.

“Se formos informados de forma antecipa daqueles que vão ser os procedimentos quer a montante, quer a jusante, nós podemos antecipar problemas”, realçou Ricardo Vieira, apontando para a gestão das barragens, que se localizam acima e abaixo de Amarante, nomeadamente Daivões e do Torrão.

No concelho, segundo adiantou, têm ocorrido várias derrocadas, em consequência da forte precipitação e saturação dos solos, que têm obrigado ao corte ou ao condicionamento de algumas vias.

“São situações pontuais que também estão a ser resolvidas também com o apoio dos senhores presidentes de junta”, referiu ainda.

O rio Tâmega é um importante afluente da margem direita do rio Douro, que se encontra em alerta laranja de cheias.

Em Chaves, no norte do distrito de Vila Real, depois de galgar as margens, o rio Tâmega regressou ao leito.

A sul, no Peso da Régua, o rio Douro galgou zona ribeirinha da cidade, mantendo-se acima do cais fluvial onde existem alguns edifícios, como um bar, previamente alertado e fechado.

Depois da depressão Joseph, a passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

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