FC Porto: Nem o dilúvio apaga a chama deste Dragão. Crónica de jogo
Porto Canal
Debaixo de uma chuva copiosa e de um vendaval capaz de levar tudo pelo ar - menos os três pontos -, o FC Porto recebeu e venceu o quinto classificado Gil Vicente (3-0) e manteve a vantagem sobre os rivais de Lisboa. À 19.ª jornada, os Dragões somam 18 vitórias, um empate, 40 golos marcados, quatro sofridos, 15 folhas limpas e 55 pontos em 57 possíveis - mais sete do que o Sporting (48) e mais dez do que o Benfica (45).
Com apenas dois treinos realizados desde o empate em Plzeň (1-1), Thiago Silva, Gabri Veiga e Pepê começaram nos lugares ocupados por Alberto Costa, Rodrigo Mora e William Gomes na Liga Europa e foi nos pés do número 10 que nasceu a primeira oportunidade: Gabri recuperou, Borja Sainz conduziu e atirou ao lado logo ao três minutos.
Aos 12, na sequência de uma combinação 100% espanhola entre Samu, Gabri e Borja, o extremo até fez balançar as redes, mas o árbitro assistente apressou-se a assinalar fora de jogo e o Gil Vicente começou a crescer, obrigando Diogo Costa a um par de intervenções seguras para manter o nulo.
Entre os 30 e os 34 minutos não faltou ação dentro da área gilista. Primeiro, Zé Carlos tirou o pão da boca a Samu após um excelente trabalho do internacional espanhol. Depois, Gabri Veiga recebeu do compatriota e fez tudo bem menos finalizar. Por fim, o médio bateu um pontapé de canto venenoso e o avançado sofreu falta em zona proibida. Chamado à marca dos onze metros - de onde havia perdoado em Guimarães e na Chéquia - Samu não tremeu e abriu a contagem de grande penalidade (1-0).
Na segunda parte, à passagem da hora de jogo, Rodrigo Mora e William Gomes renderam Gabri Veiga e Borja Sainz, pouco depois Luís Esteves viu o ferro negar-lhe um golo de livre direto e o recém-entrado Martín Fernández viu o cartão vermelho direto fruto de uma entrada perigosa ao peito de Thiago Silva.
Já dentro da reta final da partida, após recuperação de bola de Jan Bednarek, William e Mora combinaram, o médio português serviu Victor Froholdt e o dinamarquês errou o alvo por muito pouco. O melhor momento da noite surgiu aos 75 minutos, quando Pablo Rosario tocou ao lado em Martim Fernandes e o defesa disparou do meio da rua para o fundo das redes barcelenses, assinando o primeiro golo como profissional (e que golo).
A ganhar 2-0, Francesco Farioli promoveu a estreia de Oskar Pietuszewski no Estádio do Dragão, lançou Deniz Gül em simultâneo e Pablo Rosario ficou perto de juntar um remate certeiro à assistência. Já perto do apito final, Eustáquio rendeu Froholdt e William Gomes pegou na bola em cima do meio-campo, galgou metros com ela controlada e fez o gosto ao pé na cara de Daniel Figueiras (3-0). Do outro lado, Diogo Costa brilhou a dois tempos e garantiu mais uma folha limpa.
