Caminha com estação salva-vidas até final do ano ou início de 2027
Porto Canal/Agências
Caminha, no distrito de Viana do Castelo, vai ter uma estação salva-vidas até final deste ano, início de 2027, estando previsto um protocolo de colaboração entre o município e a Direção-Geral da Autoridade Marítima (DGAM), anunciou esta quinta-feira a autarquia.
Em comunicado enviado às redações, a autarquia adianta que a informação foi avançada, na quarta-feira, pela presidente de Câmara, Liliana Silva (PSD/CDS-PP), durante a reunião camarária.
Em dezembro, o executivo municipal de Caminha aprovou, por unanimidade, uma recomendação do PS ao Governo para a instalação de uma estação salva-vidas no concelho, cuja comunidade piscatória foi afetada, naquele mês, por dois naufrágios.
A recomendação, a que a agência Lusa teve acesso, foi aprovada pelos quatro elementos da coligação PSD/CDS-PP e pelos três vereadores do PS.
Na quarta-feira, Liliana Silva referiu que "este assunto é extemporâneo para o Governo, pois a estação salva-vidas já estava a ser trabalhada, graças à forte dedicação do capitão do porto de mar”.
“Agora o concelho de Caminha é um concelho prioritário para este Governo”, destaca a autarca social-democrata, citada na nota.
Segundo Liliana Silva, “o projeto de execução para criar a estação salva-vidas já existe”, sendo que “a Câmara prestará toda a colaboração necessária, e vai ser realizada uma minuta de protocolo entre a DGAM e a Câmara de Caminha”.
A recomendação aprovada em dezembro sublinha que o “concelho de Caminha possui uma extensa faixa costeira e uma relevante frente ribeirinha, nomeadamente na foz do rio Minho, áreas de elevada afluência balnear, turística, recreativa e piscatória”.
Outro dos argumentos invocados na recomendação prende-se “com as características naturais deste território — confluência de mar e rio, fortes correntes, variações rápidas de maré e condições meteorológicas frequentemente adversas — representam riscos acrescidos para a segurança de pessoas”.
“Nos últimos anos, têm-se registado inúmeras situações de afogamento e várias fatalidades, tanto no mar como no rio Minho, com impacto profundo na comunidade local e na perceção de segurança do território. A existência de meios permanentes e especializados de salvamento é determinante para a redução da mortalidade por afogamento, conforme reconhecido por entidades nacionais e internacionais de proteção civil e segurança marítima”, lê-se no documento.
A instalação de uma estação salva-vidas "reforçaria a articulação entre a Autoridade Marítima Nacional (AMN), o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), bombeiros, Proteção Civil e Município”.
