Thiago Silva: “Vim para somar e ajudar todos a darem o melhor”

Thiago Silva: “Vim para somar e ajudar todos a darem o melhor”
| Desporto
Porto Canal

Quase 22 anos depois, Thiago Silva voltou ao Porto para viver “um momento único”. Ultrapassado “um dos piores momentos da vida e da carreira” e atingido um nível ímpar no futebol mundial, o “Monstro” está “muito feliz e muito motivado por este regresso” à casa onde quer conquistar “o tão sonhado título”.

“Quem quer chegar longe e vencer títulos, não pode ficar satisfeito com uma vitória”, explica o detentor de um palmarés com 31 títulos - entre os quais uma Liga dos Campeões, um Mundial de Clubes, uma Supertaça Europeia, uma Copa América e uma Taça das Confederações - que assume, desde já, ter “um grande problema”: “Eu gosto muito de ganhar. Eu não gosto de perder. Então nunca me sinto satisfeito, quero sempre mais. Acho que este regresso ao FC Porto é uma grande oportunidade para que possa continuar a vencer títulos”.

Aos 41 anos, o novo número 3 do FC Porto garante que faz “tudo o que é possível em termos de recuperação, de alimentação e de sono” e os adeptos “podem ter a certeza” de que vai dar “o melhor, tal como em todos os outros clubes”. “Quero fechar este ciclo que não ficou encerrado no passado de forma vitoriosa. É assim que penso. Vim para um Clube que me abriu as portas de uma forma muito bonita, o presidente e o míster também. Foi só trocar algumas palavras e viu-se quanto carinho e admiração têm por mim. A partir daí, aumenta muito mais a minha responsabilidade de ajudar, seja no campo, no banco ou na preparação”, confessa um “fascinado pelo jogo” que adora “entender o jogo, como fazer com o que o adversário sofra, ver onde estão os espaços e a superioridade” e relaciona tudo isso com “a imagem do FC Porto, uma equipa dominadora”.

Determinado a “retribuir dentro do campo todo o carinho e admiração” demonstrados pela nação azul e branca, a começar pelo presidente e pelo treinador - “eu conversei uma vez, por videochamada, com o presidente e com o míster. Logo aí ficou selado o acordo” -, o histórico defesa deixa claro que veio “para somar e para ajudar todos a darem o melhor”, até porque “o FC Porto exige isso, o melhor de cada um”, avisa que “os campeonatos perdem-se contra equipas consideras mais fracas”, sabe que “os adeptos são a vida do Clube e que o Clube está onde está por causa deles” e mostra vontade de “premiar a equipa técnica com um título”: “Seria incrível”.

O regresso a casa
“É um momento único na minha vida. Quero agradecer ao FC Porto e ao presidente pela oportunidade de voltar aqui e vestir esta camisola pela segunda vez. Na primeira não tive a oportunidade de vestir a da equipa principal e de disputar a Liga, mas estou muito feliz e muito motivado por este meu regresso.”

A primeira passagem
“Acho que muitas coisas influenciaram o meu trabalho. Uma das principais situações foi a minha tuberculose, que descobri quando cheguei ao Porto. Enquanto estava a treinar e a jogar, não sabia o que me impedia de dar o máximo, mas não conseguia treinar bem, doía-me bastante o peito e a cabeça, mas nada foi diagnosticado. Saí para o Dínamo de Moscovo, fizemos uma bateria de exames para saber a razão dessa dor tão grande no meu pulmão e foi detetada a tuberculose. Eu não passo essa responsabilidade para os responsáveis do FC Porto, porque realmente não estava nas melhores condições.”

A única experiência no Dragão
“Eu tive uma oportunidade para vir treinar com a equipa principal no Estádio do Dragão. Se não me engano, foi antes de um jogo de Champions e viemos ajudar no processo de preparação para o jogo. Tirando essa experiência, jogava sempre em campos pequenos, onde há alguma dificuldade em jogar. Os relvados não eram perfeitos, enfim. Havia muitas dificuldades na terceira divisão portuguesa. Eu estava muito doente, dizem que eu joguei 14 jogos, mas eu não me lembro de ter jogado os 14 jogos. Passei um momento muito difícil, acho que foi um dos piores da minha vida, mas graças a Deus estou aqui para fechar este ciclo que não foi encerrado anteriormente.”

Jorge Costa
“Ele tinha uma imagem muito forte. Dizíamos Jorge Costa e pensávamos no FC Porto e vice-versa. Era alguém que admirávamos, apesar de estarmos divididos por um muro. Até disse ao presidente, antes de assinar, que o meu sonho na altura era estar do outro lado do muro com esses jogadores. Infelizmente naquela altura não foi possível, mas agora estou de volta para poder dar o meu melhor e ser feliz aqui novamente.”

A alcunha “Monstro”
“Deixa-me muito feliz porque em nenhum momento pensei que pudesse carregar esta alcunha durante a minha carreira toda. Foi um amigo, o Fernando Henrique, guarda-redes do Fluminense na altura, que numa situação de jogo em que tiro uma bola que era quase impossível de tirar vira-se para mim e chama-me Monstro. Eu achei aquilo estranho no momento, mas depois foi ficando. Obviamente que, para os portistas, há essa ligação do bicho com o monstro. Eu fico feliz por ter essa ligação ao Jorge Costa. Espero que possa ter o mesmo sucesso e ser feliz aqui como ele foi.”

Crescer na adversidade
“2005 foi um dos piores anos da minha vida e da minha carreira. Havia um grande ponto de interrogação sobre se iria voltar a jogar futebol. Os médicos na Rússia queriam fazer a cirurgia ao meu pulmão e, se isso tivesse acontecido, provavelmente hoje não estaria aqui. Tive alguns anjos de guarda na minha vida - o Ivo Wortmann, os meus empresários e a minha família - que fizeram com que eu parasse o tratamento na Rússia e voltasse para o Porto para terminar e ter uma segunda opinião. Depois, o especialista disse para eu ficar tranquilo porque voltaria a jogar. Isso deixou-me mais tranquilo, mas com uma responsabilidade e um objetivo grande de voltar um dia para a Europa e jogar ao mais alto nível.”

A amizade com Carlos Alberto
“Ele soube desde o início das minhas dificuldades. Aqui não tivemos uma relação muito próxima, porque eu estava na equipa B e ele na principal. Quase não nos víamos, as agendas não batiam em termos de horário, mas no nosso regresso ao Brasil passámos a ser bastante próximos. O Carlos era o número 10 e capitão de equipa, um jogador com uma responsabilidade muito grande. Sofreu uma pressão muito grande na altura, mas ele tem personalidade. Fez com que levantássemos a Taça e fôssemos à Libertadores no ano seguinte.”

ADN FC Porto
“O espírito deste Clube é de jogar para vencer todos os jogos em todas os escalões. Eu ainda não seguia a equipa feminina, mas o FC Porto B já seguia desde sempre, por ter passado aqui, e fica sempre uma imagem muito forte de uma equipa que gosta de jogar para frente, com controlo do jogo. E isso, como disse ao míster, fascina-me. Entender o jogo, como fazer com que o adversário sofra, ver onde estão os espaços, onde está a superioridade. Isso é a imagem do FC Porto, uma equipa dominadora. Eu venho para tentar acrescentar algo aos jogadores que aqui estão a fazer uma temporada mais do que incrível. Se não me engano, é a equipa com mais pontos somados ao cabo da primeira volta na história do futebol português. Fico feliz por estar a chegar num momento assim e espero que possa ajudar.”

A vitória nos Açores
“Vi uma equipa com todas as capacidades para ir aos Açores e conseguir o resultado positivo, mas ao mesmo tempo ciente de que não seria um adversário fácil de ser batido. No Brasil falou-se, há uns meses, do Vasco Matos e, a partir desse momento, começámos a acompanhar um pouco mais o trabalho dele, então eu sabia que não seria um jogo fácil. Foi um jogo duro, mas eu acho que o FC Porto foi quem mais se entregou ao jogo e quis vencer, por isso foi merecedor da vitória apesar do erro grotesco do guarda-redes adversário, que acontece no futebol.”

A estreia na Liga Europa
“As pessoas dizem-me sempre que nunca ganhei a Liga Europa. Isso acontece porque eu nunca joguei a competição. Este ano tenho essa oportunidade, espero que possamos fazer uma grande temporada e que nesta segunda parte possamos manter o alto nível exibicional, porque eu acho que, quem quer chegar longe e vencer títulos, não pode ficar satisfeito com uma vitória. Eu tenho um grande problema, eu gosto muito de ganhar. Eu não gosto de perder. Então nunca me sinto satisfeito, quero sempre mais. Acho que este regresso ao FC Porto é uma grande oportunidade para que possa continuar a ganhar títulos.”

Do outro lado da barricada
“Lembro-me do jogo aqui porque aconteceu um episódio pouco agradável com o plantel no balneário, mas é coisa do passado. O PSG esteve muito abaixo do que podia fazer naquele jogo. O FC Porto foi muito superior, acho que venceu com mérito. Apesar de o resultado ter ficado 1-0, acho que poderia ter sido mais avolumado. Em Paris, acho que foi um jogo bastante igual, tanto que até ao minuto final estava 1-1, depois o Lavezzi marcou. Voltando atrás, lembrei-me agora que eu marquei ao FC Porto, e foi quase um golo que deu a vitória, o primeiro desse jogo em Paris. Ao ganharmos esse jogo, classificámo-nos em primeiro. Os outros dois jogos foram em Sevilha, na pandemia. No primeiro fiquei no banco e no segundo perdemos 1-0, foram momentos marcantes. No final falei até com o Pepe, que tem mais ou menos a minha idade e estava a jogar ao mais alto nível, o que fez com que trocássemos algumas palavras.

Quanto valeria a jovem dupla Pepe-Thiago Silva atualmente?
“Não consigo dizer, mas com certeza que não seria pouco. O Pepe fez uma carreira linda. Fico feliz por ter jogado contra ele, porque é um jogador de alto nível e dispensa comentários, mas naquela época os números eram outros. É difícil dizer algum número específico. Os valores estão muito superiores agora.”

A Champions conquistada no Dragão
“Foi um dia muito importante na minha vida, até porque, no ano anterior, perco a final pelo PSG, contra o Bayern, em Lisboa e sou transferido para o Chelsea. Mais uma vez cheguei à final, que foi depois disputada no Estádio do Dragão, e eu disse aos meus companheiros que não podíamos perder. Acho que Deus faz as coisas de uma forma que não entendemos de imediato, mas vimos a perceber no futuro. Quando ficou definida a final Manchester City-Chelsea, com o City favoritíssimo e o estádio a ser praticamente a minha casa, depois de tudo que eu passei nesta cidade e no FC Porto, eu sabia que sairia daqui vencedor. Obviamente não sabia que ia ser tão difícil como foi, até porque me lesiono aos 15 ou 20 minutos da primeira parte e saio, mas fiquei como um treinador no banco, eu e o Tuchel, como um louco. Orientámos a equipa e conseguimos sair com a vitória.”

Treinador improvisado
“Eu estava mais atrás, não me levantava tanto para não parecer que queria fazer mais do que o treinador, mas o Tuchel sempre me deu espaço para poder dar informação, sempre foi muito leal. Senti-me confortável por poder ajudar de alguma forma. Eu sabia que nada podia falhar naquele dia por tudo o que passei, sabia que Deus nos iria abençoar.”

O ambiente fervoroso do Dragão
“É um ambiente diferente, é diferenciado. Eu costumo ver vários jogos de todos os campeonatos, ouvir os jogadores quando falam dos adeptos e sempre ouvi falarem muito bem dos adeptos do FC Porto. Quando estava na equipa B, eu acompanhava alguns jogos e uma vez fui a Braga, a um SC Braga-FC Porto, e os adeptos estão sempre presentes. Mais do que nunca são a vida do Clube. Um clube sem adeptos é um clube falido, praticamente. Se o Clube está onde está hoje, é por causa dos adeptos.”

Exigência máxima
“Os adeptos são apaixonados pelo Clube, querem ver o Clube a vencer acima de tudo. Quando um adepto vê empenho e entrega por parte da equipa, mesmo que fique triste com as derrotas apoia porque sente-se representado dentro de campo. Ainda mais com a história que tem o FC Porto. Se os nossos adeptos não exigirem da equipa, quem são os adeptos que vão exigir?”

A idade é só um número
“Faço tudo o que é possível em termos de recuperação, de alimentação, de sono. Acho que a pergunta seria o que o Thiago não faz. Eu acho que faço tudo, praticamente. Tornei-me mais obcecado com estes aspetos da recuperação. Antes de o jogo começar, já estou a pensar como vai ser a minha recuperação no fim. Quem me conhece sabe como gosto de trabalhar, a responsabilidade que carrego com o meu nome e com a minha história. Os adeptos do FC Porto podem ter a certeza de que vou dar o meu melhor, tal como dei em todos os outros clubes. Quero fechar este ciclo que não ficou encerrado no passado de forma vitoriosa. É assim que penso. Vim para um Clube que me abriu as portas de uma forma muito bonita, o presidente e o míster também. Foi só trocar algumas palavras e viu-se quanto carinho e admiração têm por mim. A partir daí, aumenta muito mais a minha responsabilidade de ajudar, seja no campo, no banco ou na preparação. Vou continuar a fazer o que sempre fiz na minha carreira.”

A conversa com André Villas-Boas e Francesco Farioli
“Só conversámos uma vez. Eu conversei uma vez, por videochamada, com ele e com o míster. Logo aí ficou selado o acordo. Claro que houve outras coisas envolvidas que demoraram um pouco mais. Enviaram-me uma camisola para o Rio de Janeiro e o presidente mandou uma carta linda que me emocionou muito. Aí foi a confirmação de tudo o que eu iria viver. Só posso deixar o meu agradecimento a ele e ao míster também.”

Um novo capítulo para escrever na história
“Acho que há sempre algo a ser escrito na nossa história. Seja ela na vida pessoal ou profissional, obviamente ainda há páginas que podem ser escritas e ter um final feliz. Quero acabar de uma maneira justa, num lugar onde as pessoas me querem bem. Todos os clubes por que passei tiveram um carinho enorme por mim e aqui no Porto não está a ser diferente. Espero poder retribuir todo este carinho e admiração dentro de campo, fazendo os adeptos felizes.”

Diogo Costa
“Eu acho que, em todos os clubes por que passei, ser líder e capitão tem que ver com a personalidade. Vejo que o Diogo tem uma liderança natural. Apesar de ficar longe dos outros jogadores no campo, dá para ver que ele está sempre a falar. Fico feliz por fazer parte do FC Porto por o Clube ter pessoas assim capacitadas. Isso só eleva o nível do plantel e do Clube. Fico feliz com as palavras dele porque, onde passei, consegui de alguma forma ajudar esses capitães ou líderes. Nunca tive na cabeça que quero ser capitão desta ou daquela equipa. Eu fui escolhido em todos os clubes. Vim para somar, não vim para ser capitão, vim para ajudar todos a darem o melhor. O FC Porto exige isso, exige o melhor de cada um. Acho que os jogadores estão a sair-se muito bem e, por isso, a minha responsabilidade aumenta.”

Uma equipa a defender e a atacar
“Quando se fala de uma equipa que marca muito, menciona-se sempre os avançados. Quando uma equipa sofre pouco, fala-se do guarda-redes ou da linha defensiva. Eu acho que, num desporto coletivo como o futebol, todos defendem muito bem e todos atacam muito bem. Falo especificamente da equipa do FC Porto, que defende e ataca muito bem. É uma equipa muito sólida e equilibrada. É claro que não é muito fácil ver equipas a sofrer tão poucos golos atualmente e o FC Porto tem uma linha defensiva que consegue folhas limpas quase todos os jogos. Isso faz com que as outras equipas observem e analisem onde é mais frágil para poder entrar. O jogo de ontem foi muito duro, mas muito consciente. Conseguimos trazer um resultado muito importante para o Porto. São três pontos importantíssimos no caminho para o nosso tão sonhado título.”

Francesco Farioli
“Eu estou muito feliz por estar aqui, muito alegre, sinto-me leve. Quando vejo pela televisão os jogos, o pós-jogo, a comemoração dos golos, é raro ver uma equipa assim. Se virmos as fotografias do pós-jogo, nota-se o sentimento que a equipa tem. Eu acho que o míster Farioli tem uma grande quota-parte de responsabilidade nisso. Se pudermos chegar ao final da época e premiar a equipa técnica com um título, seria incrível, porque eu acompanho a carreira do treinador e sei o que passou no Ajax, quando perdeu um título que estava praticamente ganho. Olhando de fora, vejo o perfil do treinador em todos os jogadores: a atitude de não esmorecer, de não deixar cair o que estão a fazer até agora. No futebol tudo pode acontecer e tenho a certeza de que ele não quer que aconteça de novo. De fora já vejo este compromisso e quero fazer parte disto no dia a dia.”

Todos os jogos contam
“Já tenho alguns anos de carreira e, em todos os clubes pelos quais perdi um título importante, eu não perdi num clássico ou num jogo grande. Os campeonatos perdem-se contra equipas consideradas mais fracas porque possivelmente não vais entrar com a mentalidade e a concentração certas para enfrentar aquele adversário. Ao ver uma vitória em casa por 2-0 contra o último classificado e uma vitória fora por 1-0 num jogo difícil e num campo duro, vejo uma equipa sólida que está a lutar pelo título.”

Uma lenda da seleção brasileira
“Feliz por ter tido essa marca tão expressiva, sou um dos principais capitães em Mundiais da seleção brasileira, isso deixa-me muito feliz, mas não por completo, porque acho que faltou a cereja no topo do bolo para completar tudo isto. Acho que ainda não está terminado este percurso, ainda temos oportunidades, mas com certeza isso deu-me um extra que agora quero trazer para ajudar a equipa técnica, os jogadores e os adeptos a voltarem a festejar o título nacional.”

Um legado brasileiro no FC Porto
“Eu acho que é a combinação perfeita de tudo aquilo que conversámos anteriormente sobre o FC Porto. Espero poder viver tudo o que os outros brasileiros viveram aqui, é uma responsabilidade maior para mim. Todos tiveram momentos muito bons aqui no FC Porto, na seleção brasileira igual, e escreveram história nos dois contextos. Eu já deixei a marca na seleção e quero deixá-la aqui. Espero que esta história possa acabar de uma maneira vitoriosa e que eu possa conquistar tal como eles conquistaram.”

De volta ao Olival
“Eu acho que não preciso de estar lá para pensar. Já procurei algumas fotos no Instagram do FC Porto e no Google, por exemplo. O futebol evoluiu e precisa mais desses auxílios médicos. Eu tenho tudo isso a nível pessoal, eu tenho nutricionista, médico, preparador físico, fisioterapeuta, então o futebol evoluiu. Eu acho que nada é mais justo do que um Clube como o FC Porto usar toda a estrutura para a equipa principal, obviamente sem deixar de lado as outras equipas, porque faz parte e eu fico feliz de voltar e ter essa oportunidade de novo. Eu só estive do outro lado do muro, agora literalmente vou estar dentro e isso faz-me sentir muito feliz por estar a viver este momento.”

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