Ministros da Saúde e Educação destacam curso de Medicina da UTAD que abre em 26/27

Ministros da Saúde e Educação destacam curso de Medicina da UTAD que abre em 26/27
Foto: UTAD
| Norte
Porto Canal/Agências

Os ministros da Saúde e da Educação realçaram, esta quarta-feira, em Vila Real, a “enorme importância” do mestrado integrado em Medicina que a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro vai abrir no ano letivo de 2026/27.

Ana Paula Martins e Fernando Alexandre reuniram-se esta quarta-feira com a comissão instaladora do curso de medicina, a equipa reitoral, médicos e dirigentes da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro, parceira da universidade neste projeto.

O encontro serviu para começar a preparar o contrato-programa que, segundo o ministro da Educação, vai “criar as condições para que o mestrado funcione” e que terá de ser assinado antes do início do próximo ano letivo, já pela nova equipa reitoral da UTAD.

A viver desde março uma crise institucional devido a um impasse na constituição do Conselho Geral, órgão que elege o reitor, que se intensificou em setembro com a saída do até então reitor, a UTAD tem eleições marcadas para 24 de fevereiro.

A eleição do novo Conselho Geral está a ser preparada pela comissão eleitoral nomeada pelo ministro da Educação.

Esta quarta-feira, Fernando Alexandre voltou a referir que o “prejuízo que é causado à instituição por esta situação de indefinição é muito grande” e, por isso considerou que "é essencial que o Conselho Geral seja eleito, seja completo e possa eleger o reitor”.

“Neste momento temos um reitor interino, que no fundo está em gestão e quando nós estamos a falar de um novo curso, de um contrato-programa que vai exigir recursos muito significativos, obviamente precisamos de uma equipa que esteja perfeitamente legitimada para poder assumir esse compromisso”, salientou.

Acrescentando que se vai “trabalhar com esta equipa [interina] na preparação do contrato-programa, “mas obviamente ele terá que ser assinado com o reitor já eleito pelo Conselho Geral”.

O contrato-programa, segundo explicou, vai envolver os ministérios da Educação, Ciência e Inovação e da Saúde, a UTAD e os seus parceiros como a ULSTMAD, “neste projeto que é importantíssimo para esta universidade e para este território” porque vai ter um impacto “muito grande” na qualidade dos serviços de saúde prestados nesta região.

Também a ministra Ana Paula Martins, destacou a “enorme importância” do novo curso de Medicina para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e para o sistema de saúde em Portugal.

“Desde logo porque vamos formar mais médicos, que precisamos, vamos formá-los numa região do interior”, frisou, esperando que, após a sua formação, possam criar as “suas raízes” nesta região.

A governante realçou ainda que o ministério “está muito apostado em criar e continuar a criar todas as condições” para o funcionamento deste mestrado integrado, referindo que investimento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em instalações e equipamentos para a ULSTMAD tem sido concretizado já a pensar na nova formação.

Um exemplo é o centro de simulação, que é uma das condições para a criação do curso é o centro de simulação e vai funcionar no hospitalar de Vila Real, sede da ULS.

A vice-reitora para a Educação e Qualidade, Carla Amaral, adiantou que já existe um financiamento de 1,7 milhões de euros, em PRR, para a aquisição de equipamento de simulação, que será uma espécie de um mini-hospital para formação dos estudantes.

Carla Amaral realçou que o curso avança já “no próximo ano letivo” e mostrou-se convicta de que a crise institucional “vai ser ultrapassada”.

“Eu acho que a academia está preparada para isso, porque nós todos também estamos a sentir a necessidade de que o comboio regresse aos carris e que avancemos”, frisou.

O curso prevê a formação de 40 estudantes por ano e o plano de estudos assenta o ensino em pequenos grupos.

Para a implementação deste mestrado integrado, foi também preparado um sistema de transportes dos estudantes que irá ligar a universidade e a ULS, que agrega os hospitais de Vila Real, Chaves e Lamego e 23 centros de saúde.

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