Desvios sobre cobrança dos impostos das barragens serão denunciados publicamente, adverte movimento cultural 

Desvios sobre cobrança dos impostos das barragens serão denunciados publicamente, adverte movimento cultural 
Foto: DR
| Norte
Porto Canal/Agências

O Movimento Cultural da Terra de Miranda advertiu esta segunda-feira o Governo e o Presidente da República de que todos os desvios que se tentem fazer sobre a cobrança dos impostos sobre a venda das barragens serão denunciados publicamente.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) avança com um aviso, “em especial [para] o ministro das Finanças, de que serão denunciados todos os desvios que se tentem fazer sobre a cobrança de impostos devidos pela venda das seis barragens transmontanas”.

Fonte do MCTM garante que o que é deixado é uma “advertência”, e não uma “ameaça”, ao Governo e ao Presidente da República “de que se continuarem as manobras para favorecer a EDP haverá pela primeira vez, desde o início deste processo, haverá a mobilização popular para tomadas de posição”.

“Mobilizaremos a população para o que for necessário como nunca o fizemos até aqui. Que fique bem claro: os 335,2 milhões de euros de impostos devidos pelo negócio das barragens têm mesmo de ser pagos, a que se juntam os cerca de cinco milhões anuais do IMI devidos pelas seis barragens vendidas também”, reitera o MCTM.

Para este movimento cívico composto por personalidades de vários campos de ação da sociedade portuguesa, em geral, e da Terra de Miranda, em particular, “estes impostos são dinheiro do povo e qualquer tentativa de impedir o seu pagamento é um roubo que o povo jamais admitirá”, frisa a mesma nota.

“Chegou a hora da verdade. O Governo e a AT têm de liquidar e cobrar os impostos devidos pela EDP à Terra de Miranda e ao país. O Governo e a AT têm de cumprir as ordens que receberam da Justiça. E têm de o fazer com a máxima qualidade jurídica, sem falhas nem artimanhas que legitimem aquilo que o ministro das Finanças [Joaquim Miranda Sarmento] estranhamente anunciou: um contencioso de vários anos”, destacou o MCTM.

Para este movimento, os dois acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo (STA), mais o despacho do Ministério Público (MP) conhecido no início do mês, obrigando a AT a cobrar os 335,2 milhões de euros dos impostos devidos pela venda das barragens, consagram que os impostos (o IMI, o IMT, o Imposto do Selo e o IRC) são devidos.

“Lembrando o que afirmou o Ministério Público no seu despacho, e agora o STA, é que os impostos das barragens têm de ser pagos. Mas, só haverá uma vitória final se o Governo tomar medidas para que a EDP pague o que deve”, consideraram os membros deste movimento.

O MP arquivou as suspeitas de fraude fiscal na venda de seis barragens da EDP à Engie, mas concluiu que o Estado tem a receber 335,2 milhões de euros em “impostos em falta”, incluindo Imposto do Selo, IMT e IRC, além de juros.

“Sabemos das manobras em curso que conduziram a que a EDP ganhasse na secretaria o que perdeu na Justiça. Sabemos que a diretora-geral da AT [Helena Borges] se recusou sistematicamente a liquidar impostos à EDP, contra a Lei e contra despachos do secretário de Estado que a tutelava”, destaca o movimento no mesmo comunicado.

O movimento refere ainda que “a EDP e as concessionárias não têm como escapar”, acrescentando que “a Justiça tem de ser respeitada e as suas ordens têm de ser cumpridas”.

A vertente fiscal das barragens começou a ser discutida na sequência da venda pela EDP de seis barragens em Trás-os-Montes (Miranda do Douro, Picote, Bemposta, Baixo Sabor, Feiticeiro e Tua), por 2,2 mil milhões de euros, a um consórcio liderado pela Engie, tendo o negócio ficado concluído no final de 2020.

A Terra de Miranda é composta pelos concelhos de Mogadouro, Miranda do Douro e Vimioso, no distrito de Bragança.

+ notícias: Norte

Profissionais de saúde em luta por estacionamento gratuito no Hospital de Braga

Os profissionais da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga estão esta sexta-feira em greve para exigir estacionamento gratuito no hospital daquela cidade, sublinhando ser inadmissível que tenham de pagar “quase um salário mínimo” por ano para poderem trabalhar.

Governo designa José Carlos Cidade para vogal da ULS Gaia/Espinho

O Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira a designação do ex-presidente da Junta de Freguesia da Madalena José Carlos Cidade para vogal do conselho de administração da Unidade Local de Saúde Gaia/Espinho (ULSGE).

Há 400 presépios para ver em Barcelos

Em Barcelos desde o início deste mês que estão em exposição em vários espaços mais de 400 presépios de artesãos do concelho. Uma óptima oportunidade para conhecer mais e melhor do artesanato barcelense.