Bosch Braga entra em ‘lay-off’ em novembro com 2500 trabalhadores afetados

Bosch Braga entra em ‘lay-off’ em novembro com 2500 trabalhadores afetados
Foto: Bosch
| Norte
Porto Canal/Agências

A Bosch de Braga vai entrar em ‘lay-off’, a partir de novembro e "até presumivelmente” abril de 2026, uma decisão que vai afetar 2500 trabalhadores, devido à escassez de componentes para peças eletrónicas, anunciou esta terça-feira a empresa.

“Devido à escassez de componentes para peças eletrónicas e as recorrentes interrupções na produção, o mecanismo de 'lay-off' estabelecido no Código de Trabalho entra em vigor a partir do início de novembro até, presumivelmente, ao final de abril de 2026”, indicou, em comunicado.

O ‘lay-off’ consiste na redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo, devido a motivos de mercado, motivos estruturais ou tecnológicos ou catástrofes ou outras ocorrências que tenham afetado gravemente a atividade normal da empresa.

Cerca de 2500 colaboradores serão afetados pela suspensão dos contratos de trabalho e/ou redução de horas.

A empresa garantiu estar a fazer tudo para atender os clientes e evitar ou minimizar as restrições de produção, recorrendo, por exemplo, a fontes alternativas de fornecimento.

A Bosch disse também que, assim que a escassez de componentes eletrónicos for ultrapassada, a “produção em Braga deverá regressar à normalidade”.

Em 25 de setembro, a fabricante de equipamentos Bosch anunciou que prevê eliminar mais de 13.000 postos de trabalho até 2030 na Alemanha, argumentando que o trabalho está subutilizado face à concorrência chinesa, levando a críticas pelos sindicatos.

O plano, citado pela agência France-Presse (AFP), mais que duplica a estimativa divulgada em novembro, quando a Bosch disse que pretendia suprimir 5550 postos de trabalho até 2030.

Este plano deverá afetar cerca de 3% da força de trabalho mundial e atinge a divisão automóvel, que se vê obrigada a reduzir os seus custos em 2500 milhões de euros por ano para, segundo o grupo, assegurar a sua competitividade.

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