Museu do Abade de Baçal reabre em novembro com exposição do Museu Nacional de Arte Antiga

Museu do Abade de Baçal reabre em novembro com exposição do Museu Nacional de Arte Antiga
Foto: CM Bragança
| Norte
Porto Canal/Agências

O Museu do Abade de Baçal, em Bragança, vai reabrir, em novembro, depois de encerrado durante nove meses para obras, com uma exposição proveniente do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), adiantou esta segunda-feira o diretor.

Em declarações à Lusa, Jorge da Costa, diretor do Museu do Abade de Baçal, disse que a exposição “Legado de Portugal”, a partir das coleções do Museu Nacional de Arte Antiga, irá fazer as honras de reabertura do espaço.

Estava previsto que a exposição estivesse disponível em outubro, como havia indicado a diretora do MNAA à Lusa, mas com o atraso das obras, devido a condições meteorológicas, só ficará patente no próximo mês, quando o museu voltar a estar aberto ao público.

“O museu está encerrado desde fevereiro de 2025 e prepara-se para reabrir em novembro”, avançou Jorge da Costa, embora as obras tenham começado um ano antes.

Durante um ano, foi feita uma intervenção estrutural, com obras no telhado, mas também melhoria do sistema de aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC) e ainda a instalação de uma plataforma elevatória, melhorando as acessibilidades no museu.

Em fevereiro deste ano, arrancou a última fase do projeto, que levou ao encerramento ao público do espaço. Foi feita a instalação de internet em todo o museu, mas também trabalhos de arquitetura, contribuindo para a modernização e inclusão do espaço cultural.

“Haverá ao longo do museu vários ‘QR Codes’ que permitirão visitas em língua gestual portuguesa”, destacou o diretor, acrescentando que o objetivo é o que o Museu do Abade de Baçal seja “cada vez mais um espaço inclusivo e para todos”.

As obras tiveram um financiamento de meio milhão de euros, do Plano de Recuperação e Resiliência. Segundo o diretor do museu, foram “estruturantes e fundamentais”.

Criado em 1915, o museu assumiu 20 anos depois o nome que detém hoje, em homenagem àquela figura cultural da região.

“A exposição permanente distribui-se por 14 salas que permitem uma leitura da história do nordeste transmontano a partir das coleções que se encontram à sua guarda. Assim, o enquadramento geral é feito a partir da Sala do Território, que através de elementos etnográficos, históricos e artísticos nos permitem um primeiro contacto com esta área. Aqui, podemos observar os forais dos principais povoados transmontanos ou a bula papal que marca a criação da Diocese de Miranda do Douro”, pode ler-se na página do museu patente no ‘site’ da Museus e Monumentos de Portugal.

O mesmo texto lembra que o museu detém várias coleções de pintura que, “reunidas em boa medida por intervenção [do antigo diretor, entre 1935 e 1955] Raul Teixeira, constituem uma das mais significativas amostras da pintura naturalista em Portugal, com obras de Silva Porto ou Marques de Oliveira, mas também com a presença de obras de artistas tão significativos como Veloso Salgado, Aurélia de Souza, José Malhoa ou Sarah Affonso”.

“Destaque também para uma significativa coleção de pintura de Abel Salazar, e para as magníficas ilustrações de Almada Negreiros para as obras ‘Fábulas’ e ‘O Pórtico e a Nave’, de Joaquim Manso”, acrescenta a mesma descrição.

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