Presidente eleito de Braga ainda não encetou contactos para garantir governabilidade

Presidente eleito de Braga ainda não encetou contactos para garantir governabilidade
Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
| Norte
Porto Canal/Agências

O presidente eleito da Câmara de Braga, João Rodrigues, afirmou esta quinta-feira que ainda não encetou conversações para garantir a governabilidade do município, mas sublinhou que conversará com quem tiver de ser para chegar à melhor solução.

Frisou ainda que é a coligação que liderou (Juntos por Braga, composta por PSD, CDS-PP e PPM) quem tem o mandato “para dirigir essas conversações”.

“Sabemos interpretar os resultados, havemos de os interpretar, havemos de conversar com quem temos de conversar, mas somos nós que temos o mandato para dirigir essas conversações e para, no fundo, sempre em prol da cidade e em prol dos interesses dos bracarenses, chegar à melhor solução para a cidade e para os bracarenses. Mas será algo que seremos nós a comandar, nos nossos tempos, nos nossos 'timings', e no qual vamos começar a trabalhar nos próximos dias”, afirmou.

A coligação Juntos por Braga ganhou as eleições autárquicas de domingo para a Câmara de Braga, com 26.378 votos, mais 276 do que os obtidos pela Coligação Somos Braga (PS/PAN), encabeçada por António Braga.

Estas coligações elegeram, cada qual, três vereadores, o mesmo número de vereadores conseguido pelo movimento independente Amar e Servir Braga, liderado por Ricardo Silva.

O executivo de 11 vereadores fica completo com a eleição de Rui Rocha, pela IL, e de Filipe Aguiar, pelo Chega.

“Sei que foi por uma margem curta”, admitiu João Rodrigues, garantindo, no entanto, que ainda não falou com ninguém acerca de eventuais entendimentos para assegurar a governabilidade do município.

Já o presidente cessante, Ricardo Rio, disse que o resultado das eleições é “desafiante”, mas vincou que “por um voto se ganha, por um voto se perde”.

Questionado sobre a solução que procuraria, Ricardo Rio foi evasivo.

“Só quando se está com os sapatos calçados é que se pode tomar as decisões no momento próprio. Eu, felizmente, não tive de me confrontar com esta circunstância. Tive três maiorias absolutas e, portanto, foi uma situação bastante mais confortável do que aquela que temos hoje”, apontou.

Admitiu, no entanto, que uma solução há de ser encontrada.

“Tivemos no passado várias câmaras municipais que funcionaram em minoria, tivemos câmaras que conseguiram coligação, isso depois depende de circunstâncias próprias, dos próprios protagonistas, da articulação que eles possam criar”, rematou.

Os novos órgãos autárquicos de Braga tomam posse a 3 de novembro.

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