Diana Ferreira defende voto na CDU para construir “um Porto para todos”
Porto Canal/Agências
A cabeça de lista da CDU (PCP/PEV) à Câmara do Porto, Diana Ferreira, defendeu esta sexta-feira que a cidade deve ser “para todos”, apelando ao voto na sua candidatura para uma “cidade mais justa, solidária e inclusiva”.
“A CDU propõe um Porto para todos, que independentemente da sua condição económica, social e cultural, possam viver na cidade. Temos um projeto e propostas concretas para construir uma cidade mais justa, solidária e mais inclusiva. Uma cidade de progresso e desenvolvimento social, com referência nos valores de Abril, nos direitos fundamentais que defendemos para o país e a cidade”, disse Diana Ferreira, à margem de uma arruada em Cedofeita no último dia de campanha.
A candidata, que procura manter a representação da CDU na vereação municipal, cargo para o qual foi eleita Ilda Figueiredo em 2021, mostrou-se “muito confiante num bom resultado”.
“Esperamos, desde já, o reforço da CDU no próximo domingo. (...) Temos um património de intervenção de décadas em defesa dos direitos da população e dos trabalhadores do Porto. Esta arruada que fazemos hoje, com contacto com a população e o pequeno comércio, tem sido uma confirmação”, declarou.
Diana Ferreira liderou uma coluna com dezenas de apoiantes que partiram da Praça da República a caminho da Praça Carlos Alberto, parando aqui e ali para conversar com comerciantes, transeuntes e até quem tentava fugir ao trânsito na Rua Mártires da Liberdade.
“Não andamos nas ruas só em tempo de campanha eleitoral. Além da pré-campanha, temos uma forma de estar na política que nos faz estar nas ruas em contacto com as pessoas, associações, coletividades e pequeno comércio”, reforçou.
Este histórico da Coligação Democrática Unitária (CDU) na cidade ajudará, disse, a “devolver o Porto aos portuenses, aos seus moradores, às suas gentes de sempre, aos trabalhadores que cá estão”, face a “políticas neoliberais” que foram “implementadas na cidade” pelo Governo e pelo executivo de Rui Moreira, denunciou.
“O reforço da CDU pode significar possibilidade de influência concreta nas políticas da cidade, como já aconteceu no passado, quando tivemos pelouros atribuídos. Mesmo sem isso, a presença e a voz da CDU (...) faz toda a diferença na Câmara, na Assembleia Municipal e nas freguesias”, atirou.
Por entre comentários sobre os passeios estreitos na Mártires da Liberdade, que “não dão para uma cadeira de rodas”, Diana Ferreira ia pedindo o voto nas eleições de domingo, lembrando, à Lusa, a ligação também a associações e coletividades, como com a proposta, aprovada, para o Fundo de Apoio ao Associativismo.
Confiando que o povo lhe dará um voto “em confiança”, porque “nunca foi traído”, a candidata lembrou que, na CDU, não há “duas caras sobre o que se defende aqui e na Assembleia da República.
Concorrem à Câmara do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU - coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (Fazer à Porto - independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (PLS).
O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.
As eleições autárquicas realizam-se no domingo.
