Câmara do Porto faz minuto de silêncio pelo falecimento de José Luís Borges Coelho

Câmara do Porto faz minuto de silêncio pelo falecimento de José Luís Borges Coelho
Foto: DR
| Porto
Porto Canal/Agências

O executivo da Câmara do Porto aprovou esta segunda-feira, por unanimidade, um voto de pesar pelo falecimento do maestro José Luís Borges Coelho, que morreu a 24 de agosto, e cumpriu um minuto de silêncio.

A proposta, levada à reunião de executivo desta segunda-feira pela vereadora única da CDU Joana Rodrigues, pede ainda que seja solicitado à Comissão de Toponímia a ponderação da atribuição do nome do maestro a uma rua do concelho.

Joana Rodrigues relembrou o maestro como “uma figura incontornável na cultura da região e do país”, que se destacou pela “dimensão humana, empenho cívico, militância partidária, um enorme respeito pelos outros e por uma imensa generosidade que contagiava todos os que com ele conviviam”.

Pelo Partido Socialista, Maria João Castro realçou a sua importância para a cultura do país e relembrou um homem “de uma delicadeza, gentileza e elegância”.

Nascido em Murça em 1940, licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e fez o Curso Superior de Canto do Conservatório de Música do Porto.

Desenvolveu um longo percurso como professor em diversas instituições, tendo sido presidente do Conselho Diretivo do Liceu Alexandre Herculano (Porto) e do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, assim como diretor pedagógico da Academia de Música de Viana do Castelo e da Cooperativa de Ensino Superior Artístico Árvore (Porto).

Presidiu também ao Conselho Científico da ESMAE — Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto.

Foi fundador (1966), diretor artístico e maestro do Coral de Letras da Universidade do Porto (até 2023) e dirigiu também, entre outros, o Coro Misto Sacro de S. Tarcísio, o Orfeão do Porto, o Coro do Círculo Portuense de Ópera e o Ensemble Clepsidra.

Foi criador de músicas originais para teatro (Teatro Experimental do Porto e da Seiva Trupe) e para cinema (em diversos filmes de Manoel de Oliveira).

Foi membro dos Conselhos Gerais da Culturporto, da Fundação para o Desenvolvimento Social do Porto, do Instituto Politécnico do Porto, do Conservatório de Música do Porto e da Cooperativa Árvore, integrou o Conselho de Administração da Sociedade Porto 2001 e da Fundação Casa da Música e foi sócio fundador do Sindicato dos Professores do Norte.

Foi distinguido com o Galardão de Mérito Associativo, pela Associação das Coletividades do Concelho do Porto, com a Medalha de Honra da Cidade do Porto e, em 2017, com o título Doutor Honoris Causa, pela Universidade do Porto.

Resistente antifascista e militante comunista, integrou a Direção da Organização Regional do Porto (DROP) e a Direção do Setor Intelectual do Porto do PCP.

Fez parte de várias listas da APU e da CDU para a Assembleia da República e para as Autarquias Locais, tendo sido eleito na Assembleia Municipal de Murça (década de 80) e na Assembleia Municipal do Porto.

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