Ricardo Oliveira concorre à Câmara de Espinho pelo Chega para "obras urgentes"

Ricardo Oliveira concorre à Câmara de Espinho pelo Chega para "obras urgentes"
Foto: Lusa
| Norte
Porto Canal/ Agências

O candidato do Chega à Câmara Municipal de Espinho nas eleições autárquicas do dia 12 de outubro é o gestor de comércio automóvel Ricardo Oliveira, que quer "obras urgentes de manutenção e requalificação" em vários equipamentos dessa cidade costeira.

Segundo revela à Lusa a concelhia do partido, o cabeça de lista desse município do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto aponta como exemplos de espaços a intervencionar os prédios de habitação social e também "a Nave Desportiva, o Centro Multimeios, o Fórum de Artes e Cultura, as piscinas municipais, a Pousada da Juventude e o Estádio Municipal" (que ainda não está construído).

“Quem vive em Espinho, sente todos os dias a mesma realidade: ruas, calçadas e jardins ao abandono, cidade esquecida, promessas atrás de promessas e nada muda, como a Educação, abandonada durante 16 anos em que o PSD e o PS governaram de forma irresponsável", declara Ricardo Oliveira, citado pela concelhia.

"Basta caminhar pelo concelho, nomeadamente pelos bairros sociais, para perceber que os políticos do passado e do presente não querem saber da nossa terra", acrescenta.

O candidato assume, por isso, cinco compromissos: "garantir ruas limpas, seguras e bem cuidadas; requalificar a habitação social e infraestruturas culturais e desportivas; apoiar famílias e empresas locais; valorizar os jovens e respeitar os mais velhos; e assegurar uma gestão transparente, próxima e responsável".

“Cada queixa que nos chega será transformada em ação", realça. "Não somos de discursos vazios. A nossa candidatura surge para marcar a diferença (...) e devolver a dignidade ao concelho", complementa.

Com esse propósito em vista, Ricardo Oliveira diz-se acompanhado por "uma equipa de gente séria, que trabalha e sabe o que custa lutar todos os dias – são profissionais da saúde, da justiça, da educação, da construção, do comércio, do desporto e do voluntariado".

Natural de Espinho, onde reside, o cabeça de lista do Chega tem 69 anos e é descrito pelo partido como um "gestor com mais de quatro décadas de experiência no setor automóvel".

A concelhia afirma que tem formação em "gestão e comércio automóvel, complementada com ações de liderança e vendas no setor empresarial".

A título profissional, um dos cargos do seu currículo será o de "diretor comercial da Renault em Portugal", como "responsável pela coordenação de equipas e definição de estratégias comerciais reconhecidas pelo sucesso alcançado".

Já a nível associativo, a concelhia do Chega também não identifica em que coletividades terá tido intervenção, mas atribui-lhe "participação ativa em iniciativas comunitárias ligadas à solidariedade, ao desporto e à cultura".

Além do Chega com Ricardo Oliveira, às eleições de 12 de outubro em Espinho também concorrem o CDS com António Marques Baptista, o BE com Rita Ribeiro, o IL com José Ilídio Sá, a CDU com Pilar Gomes, o PS com Luís Canelas, o PSD com Jorge Ratola e, a título independente, Maria Manuel Cruz - que é a atual presidente da Câmara e foi eleita pelos socialistas, mas se desvinculou do partido por esse ter preferido o seu vereador, Luís Canelas, como cabeça de lista.

O executivo municipal dessa autarquia costeira com 21,4 quilómetros quadrados e cerca de 33.000 habitantes integra atualmente sete elementos: Maria Manuel Cruz, Leonor Lêdo Fonseca e Lurdes Rebelo, pelo PS; Luís Canelas, que também foi eleito pelos socialistas, mas agora é vereador sem pelouros, depois de a presidente lhe retirar a confiança política; e Lurdes Ganicho, João Passos e Hélder Rodrigues, pelo PSD.

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