Estreia no Porto ópera de Victorino d'Almeida homenageia Camões com marionetas

Estreia no Porto ópera de Victorino d'Almeida homenageia Camões com marionetas
Foto: Museu do Porto
| Porto
Porto Canal/Agências

O Museu Romântico, no Porto, acolhe no dia 27 a estreia de “O Auto dos Zarolhos” que reúne cantores e marionetas numa celebração satírica e poética dos 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões, revelou esta terça-feira a organização.

Com música inédita de António Victorino d'Almeida, libreto e encenação de Mário João Alves e direção artística de Nuno Miguel de Almeida, esta ópera é interpretada pelo ensemble Moços do Coro, cujos cantores dão vida a marionetas da companhia Teatro e Marionetas de Mandrágora.

Numa apresentação interdisciplinar, que cruza teatro de marionetas, música e sátira literária, “O Auto dos Zarolhos” parte de um ponto ficcional: “Camões está, ele próprio, a ensaiar a sua peça por editar – ‘Auto dos Anfitriões’ - com amigos, atores amadores, cuja oralidade o desmotiva”, explica o comunicado do grupo Moços do Coro.

“É através das suas personagens que percebemos a sua fragilidade emocional, em tom satírico, num jogo de palavras e silêncios comprometedores, que antecipa o destino do poeta, bem como da literatura portuguesa”, salienta a equipa.

Sob o pretexto de celebrar o nascimento de Luís de Vaz Camões, este projeto tem por objetivo recordar o legado de “uma figura incontornável” da literatura portuguesa, explorando a sua obra em diferentes expressões artísticas.

Assente numa vertente artístico-cultural, “O Auto dos Zarolhos” é uma experiência “com características inovadoras, através da criação de um grupo de músicos que contracena com marionetas - manipuladas pelos próprios - num espetáculo singular enriquecido por um quinteto instrumental que contempla flauta transversal, trompa, harpa, piano e percussão”.

Mais do que um momento de celebração satírica, “O Auto dos Zarolhos” é “uma experiência imersiva, de caráter humorístico que expõe um invulgar episódio da vida de Camões e convida o público de todas as idades a experienciar o contacto com diferentes artes performativas”, acrescenta o comunicado.

Nuno Miguel de Almeida, maestro e membro fundador do ensemble Moços do Coro, que dirige o espetáculo, sublinha que este é “um projeto intergeracional, que envolve vários portugueses, sendo que o mais velho é Camões, com 500 anos, e um dos mais novos é o maestro Vitorino d’Almeida, com 85, rodeado de jovens que estão a desenvolver a sua carreira, também no ensemble Moços do Coro, e que desta forma estão a homenagear e recordar a memória de Camões, o Maestro e a música coral portuguesa”.

“O Auto dos Zarolhos” estreia-se no dia 27 de setembro, no Museu Romântico no Porto, com entrada livre. No dia seguinte, 28 de setembro, a ópera com marionetas sobe ao palco do Ponto C, em Penafiel, com bilhetes disponíveis em bol.pt.

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