Universidades esperam que números de candidatos à 2.ª fase do ensino superior seja mais elevado

Universidades esperam que números de candidatos à 2.ª fase do ensino superior seja mais elevado
| País
Porto Canal/ Agências

O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas admitiu esta segunda-feira que o número de candidatos na 2.ª fase do ensino superior poderá ser mais elevado do que em anos anteriores.

Em declarações à Lusa, o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, Paulo Jorge Ferreira, explicou que “os calendários de exames do 12.º ano e de inscrição no Concurso Nacional de Acesso podem ter dado azo a que haja agora numa segunda fase um peso bastante maior do que aquilo que havia nos anos anteriores”.

De acordo com os dados conhecidos, ficaram colocados 43.899 estudantes na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, o que corresponde a uma diminuição de 12,1% em relação ao ano passado.

Para o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, ainda é cedo para avaliar o impacto desta diminuição, uma vez que ainda vão decorrer mais duas fases de acesso que poderão ter mais candidatos. Ainda assim, Paulo Jorge Ferreira indicou que é preciso olhar para o novo modelo que coloca mais peso nos exames nacionais e para “a situação no secundário este ano e o que ela tem de diferente face a anos anteriores”.

Uma das dificuldades que tem sido apontada está relacionada com a habitação, com os preços a aumentar ao longo dos últimos anos, mas o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas considerou que é necessário esperar pelas fases seguintes e pelas matrículas.

“Se eu for colocado numa instituição, mas devido aos problemas de alojamento, por não conseguir encontrar quarto, o que faço é não me matricular, ou não me matricular logo”, explicou Paulo Jorge Ferreira. “Esperaria agora para ver quantos destes colocados concretizam as matrículas”, acrescentou.

Entre as matrículas, as próximas fases do concurso e as questões relacionadas com a habitação, Pedro Jorge Ferreira sublinhou que “tudo isto terá de ser estudado para encontrar uma explicação".

Este ano houve menos nove mil candidatos ao ensino superior, não chegando aos 50 mil, e as previsões de haver menos alunos a entrar no ensino superior confirmaram-se: Na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior ficaram colocados 43.899 estudantes, o que corresponde a uma diminuição de 12,1% em relação ao ano passado.

Por outro lado, aumentou a percentagem de candidatos que conseguiu uma vaga, atingindo-se o valor mais alto de sempre de 90,1% de colocados, mais quatro pontos percentuais do que em 2024.

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