Vinho e maçã de Moimenta da Beira vão registar quebras

Vinho e maçã de Moimenta da Beira vão registar quebras
Foto: Lusa
| Norte
Porto Canal/Agências

Este ano, haverá uma quebra na produção do vinho e da maçã, garantidamente, porque há prejuízos volumosos, disse esta quarta-feira à agência Lusa um dos responsáveis da Cooperativa Agrícola do Távora.

“Numa primeira análise, posso dizer que na zona de Sernancelhe arderam muitas vinhas e outras ficaram danificadas. Estamos a falar de vinhas em várias localidades, ou seja, este ano vai haver uma quebra na produção”, disse o vice-presidente da Cooperativa.

Nuno Franclim acrescentou que, no que diz respeito à maçã, neste caso a maioria é no concelho de Moimenta da Beira, sede da cooperativa.

“Há pomares que arderam todos, felizmente esses são pontuais, mas há vários em que as chamas não entraram, mas queimaram as laterais”.

Localidades como Caria, Vila Cova, Carrapito e Pera Velha foi “onde se registaram os maiores prejuízos, isto numa primeira análise, porque agora é preciso ir para o terreno e fazer um levantamento mais preciso”.

No Município de Moimenta da Beira vive-se “muito da terra, seja na agricultura direta, como das árvores de fruto”, como a macieira e a vinha, mas também do castanheiro e dos olivais.

Na Cooperativa Agrícola do Távora, virada em especial para a maçã e o vinho, os produtores vão entrando e deixando o registo do que foi queimado. “O meu seguro de colheita está feito aqui, agora aguardo que me chegue algum apoio”, disse um produtor.

Nuno Franclim adiantou à agência Lusa que o seguro de colheita “só cobre o fruto que estava para ser colhido, não cobre as árvores queimadas, para isso é preciso um apoio especial que se espera que chegue”.

“Por isso é que já estamos no terreno a fazer um levantamento para depois podermos reunir com as entidades para saber que apoios é que nos poderão chegar. Porque uma coisa é a colheita, a outra são os danos na árvore”, acrescentou.

Apesar de a cooperativa trabalhar somente com a maçã e a uva, Nuno Franclim adiantou que, do que viu, “há muita oliveira e, muito castanheiro, em especial na zona de Sernancelhe, que arderam”.

Ali, “os danos são muito, mas mesmo muito volumosos”.

“Não sei como é que vai ser, porque são árvores que demoram anos dar fruto e a ficarem adultas”.

O fogo que chegou a Sernancelhe teve origem em dois incêndios – no dia 13, em Sátão (distrito de Viseu) e no dia 9, em Trancoso (distrito da Guarda) – e na sexta-feira tornou-se um só, que se alastrou a 11 municípios dos dois distritos.

Os 11 municípios são Sátão, Sernancelhe, Moimenta da Beira, Penedono e São João da Pesqueira (distrito de Viseu); Aguiar da Beira, Trancoso, Fornos de Algodres, Mêda, Celorico da Beira e Vila Nova de Foz Côa (distrito da Guarda).

Este incêndio entrou em resolução pelas 22h00 de domingo.

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