Freixo de Espada à Cinta pede ao Governo “Situação de Calamidade” para o concelho

Freixo de Espada à Cinta pede ao Governo “Situação de Calamidade” para o concelho
Foto: Lusa
| Norte
Porto Canal/Agências

O presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta, Nuno Ferreira, pediu esta terça-feira ao Governo para de forma célere decretar a “Situação de Calamidade” neste concelho que foi fustigado pelo fogo do Douro Internacional.

“Foi pedido ao secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, para que o Governo decrete, com celeridade, a ‘Situação de Calamidade’ no concelho de Freixo de Espada à Cinta e disponibilize os mecanismos de apoio necessários aos afetados pelo incêndio que deflagrou neste concelho, na passada sexta-feira”, disse à agência Lusa, este autarca do distrito de Bragança.

Segundo Nuno Ferreira, foi igualmente solicitado à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e ao Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) a atribuição de apoios aos lesados por este incêndio que afetou o concelho de Freixo de Espada à Cinta.

“Entendemos que é de inteira justiça que seja decretada a ‘Situação de Calamidade’ para que a nossa população e os nossos agricultores possam ceder aos meios de apoio disponíveis e para que possam ser ressarcidos dos prejuízos causados pelo fogo, que são o trabalho de uma vida ”, frisou.

Segundo Nuno Ferreira, “neste sentido, e enquanto se aguarda a entrada em vigor da “Situação de Calamidade” e os apoios solicitados às entidades institucionais, estão a ser tomadas todas as medidas necessárias para atenuar os efeitos negativos deixados por este incêndio”.

O município está já a realizar o levantamento dos prejuízos associados à ocorrência deste incêndio.

“A partir de hoje, todos os lesados interessados em reportar os seus prejuízos deverão dirigir-se ao Gabinete de Apoio ao Agricultor no horário normal de expediente para fazer a respetiva comunicação, dos prejuízos causados pelo incêndio”, vincou o autarca socialista.

Numa avaliação preliminar, de acordo com Nuno Ferreira, “são mais 11 mil hectares de área ardida, só neste concelho da área protegida do Douro Internacional, onde todas as seis freguesias foram afetadas e com muitos milhares de euros de prejuízos”.

O município de Freixo de Espada à Cinta decidiu igualmente apoiar os produtores pecuários com alimentos para os animais.

O incêndio que começou na sexta-feira em Poiares, no Parque Natural do Douro Internacional, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, alastrou rapidamente aos concelhos vizinhos de Torre de Moncorvo e Mogadouro.

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