Aníbal Pinto desiste de candidatura à Câmara do Porto pelo Nova Direita

Aníbal Pinto desiste de candidatura à Câmara do Porto pelo Nova Direita
| Porto
Porto Canal/Agências

O advogado Aníbal Pinto anunciou esta segunda-feira, nas suas redes sociais, ter desistido da sua candidatura à Câmara do Porto como cabeça de lista pelo partido Nova Direita, alegando falta de autonomia nas listas e no programa da candidatura.

“Quando aceitei ser candidato pelo partido Nova Direita, exigi ser independente, não filiado e ter total autonomia nas listas, no programa e na minha candidatura”, começou por relatar Aníbal Pinto num vídeo publicado na sua página na rede social Instagram.

O advogado afirmou que sempre defendeu que o Porto “não deve estar submisso nem prestar a vassalagem a Lisboa e que não pode estar dependente de qualquer interesse de qualquer partido”.

“E, portanto, em total coerência com a minha dignidade, não posso aceitar eu mesmo estar dependente seja do partido que for para lutar - como sempre estive disponível - pela cidade que amo e pelos portugueses”, atirou.

A Lusa tentou contactar Aníbal Pinto e o Nova Direita para perceber se vão manter a candidatura à Câmara do Porto com um novo cabeça de lista, mas sem sucesso.

Na apresentação da sua candidatura, a 7 de junho, um drone fez ‘chover’ uma quantidade indeterminada de notas de cinco euros sobre os apoiantes que se juntaram na Avenida dos Aliados e o advogado prometeu que a iniciativa voltaria a acontecer.

A largada de notas valeu-lhe uma queixa no Ministério Público, remetida pela Comissão Nacional de Eleições (CNE). O episódio, revelou à data à Lusa o porta-voz da CNE, André Wemans, deu origem a uma queixa anónima, que a comissão analisou em plenário, tendo este decidido, uma vez que a situação denunciada ocorreu fora do período de campanha eleitoral, pois as eleições ainda não foram marcadas, que não pode avaliar o sucedido.

Questionada sobre a largada de dinheiro, a presidente da Nova Direita, Ossanda Líber recusou à data ser uma forma de comprar votos: “Como assim comprar votos? Olha, se tiver um ‘outdoor’ na rua a dizer, ‘olha, vou reduzir em 10% o IVA’, é dinheiro na mesma, não é?”, argumentou.

No seu programa, Aníbal Pinto tinha propostas como a venda, por parte da autarquia, de “todas as suas casas sociais, permitindo a quem mora nessas casas que possa comprá-las por valores simbólicos de 20 ou 30 mil euros" com a câmara como fiadora e ainda o aumento da taxa turística para os cinco euros por noite.

No capítulo da segurança, o candidato queria “polícias gratificados nos sítios que sejam necessários” e quanto à mobilidade, para além de transportes gratuitos para os portuenses, Aníbal Pinto disse acreditar que a a solução para tirar os carros da cidade era a criação de “uma portagem urbana” para quem visita a cidade.

Concorrem à Câmara Municipal do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU – coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Pedro Duarte (PSD/IL/CDS-PP), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (movimento independente), António Araújo (movimento independente), Alexandre Guilherme Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega) e Frederico Duarte Carvalho (ADN).

O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.

As eleições autárquicas estão marcadas para 12 de outubro.

O prazo para entrega das listas nos respetivos tribunais de comarca termina esta segunda-feira às 18h00.

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