STCP Serviços mudou sede para a Quinta do Mitra que deverá ser demolida à boleia da alta velocidade
João Nogueira
A STCP Serviços transferiu recentemente a sua sede para a Quinta do Mitra, em Campanhã, numa mudança estratégica que aproxima a empresa do Terminal Intermodal de Campanhã (TIC). Contudo, nos últimos meses foi divulgado que o edifício deverá ser demolido nos próximos anos devido ao projeto da Alta Velocidade.
O edifício, situado junto à zona onde se prevê a construção da futura estação de alta velocidade, estava atualmente desocupado e será, eventualmente, demolido no âmbito dos planos de reconfiguração urbana associados ao projeto ferroviário. No entanto, a indefinição quanto aos prazos permitiu à empresa ocupar o espaço de forma temporária.
“Aqui a lógica é que nós olhamos para o terminal de Campanhã como a nossa grande âncora do ponto de vista de funcionamento e desenvolvimento da empresa. A Quinta do Mitra surgiu como uma oportunidade”, explicou André Brochado, administrador da STCP Serviços.
Apesar de o edifício já estar identificado para demolição no futuro, a ausência de um calendário claro abriu margem para uma utilização útil e estratégica. Segundo André Brochado, a proximidade ao TIC foi um dos fatores decisivo na escolha.
“O edifício estava vazio, apesar de ele estar previsto para demolição daqui a alguns anos, mas também não temos uma perspetiva clara de quando é que isso irá acontecer. Como estamos nesta indeterminação do ponto de vista de tempo, vamos aproveitar a Quinta do Mitra para o edifício ser a nossa sede e, a partir daí, projetar e estar mais próximo do terminal. Esse foi o grande objetivo.”
A reabilitação da Quinta do Mitra arrancou em janeiro de 2022, a cargo da empresa municipal GO Porto, com o objetivo de tornar aquele edíficio numa "estrutura flexível e polivalente".
Fruto de um investimento de cerca de 1,2 milhões de euros, a reabilitação da Quinta do Mitra, situada na freguesia de Campanhã, ficou concluída em maio de 2023.
Após a indicação por parte da Infraestruturas de Portugal de que aquele espaço não iria ser poupado aos projetos, a Câmara do Porto já admitiu pedir uma indemnização.
