Falta de acessos obriga ao transporte aéreo de bombeiros para Peneda-Gerês

Falta de acessos obriga ao transporte aéreo de bombeiros para Peneda-Gerês
Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
| Norte
Porto Canal/Agências

A Proteção Civil admitiu esta quinta-feira que o incêndio no Parque Nacional da Peneda-Gerês é "extremamente complexo" e que a falta de acessos obriga ao transporte de bombeiros de helicóptero para debelarem as chamas.

"É um incêndio extremamente complexo, que nos causa grandes problemas do ponto de vista de orografia, falta de acessos", disse aos jornalistas o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre, ao fazer o balanço diário dos incêndios rurais em Portugal continental.

Segundo Mário Silvestre, que falava na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Oeiras, as equipas de bombeiros "estão a ser a projetadas por helitransporte para o topo da serra [Serra Amarela] para (...) que possam a partir da noite desenvolver o seu trabalho".

"O acesso a essa zona, mesmo apeado, é extremamente difícil", justificou, assinalando que o fogo que começou no concelho de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, é o que "levanta mais preocupações".

Além deste incêndio, que deflagra desde sábado em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, Mário Silvestre destacou os fogos de Penafiel, Arouca e Cinfães.

Os quatro incêndios mobilizavam às 17h00 desta quinta-feira cerca de 1.500 operacionais, mais de 500 viaturas e 11 meios aéreos.

A Proteção Civil contabilizou esta quinta-feira, até às 17h00, um total de 97 fogos rurais, que se concentraram sobretudo na região Norte.

De acordo com Mário Silvestre, a redução de incêndios durante a noite passada permitiu, em termos do dispositivo de combate, chegar esta quinta-feira a "uma situação mais bem controlada, mais fácil em termos de gestão", nomeadamente dos meios aéreos, comparativamente a quarta-feira.

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