CCDR-N defende que estudos da alta velocidade em Trás-os-Montes podem demorar 2 anos e meio

CCDR-N defende que estudos da alta velocidade em Trás-os-Montes podem demorar 2 anos e meio
| Norte
Porto Canal/ Agências

O presidente da CCDR-N, António Cunha, defendeu esta quarta-feira que a conclusão dos estudos de viabilidade da futura linha de alta velocidade de Trás-os-Montes pode demorar cerca de dois anos e meio já que assentam em várias vertentes.

“Os vários estudos que estão no cronograma de viabilidade da alta velocidade em Trás-os-Montes podem demorar até dois anos e meio. Há um estudo base, designado por técnico, que é o Estudo de Viabilidade Técnico Ambiental (EVTA), e depois há estudos de caráter mais económico, nomeadamente a perspetiva da procura ou análise custo benefícios”, explicou o responsável.

António Cunha garantiu ainda que neste processo “haverá vários cenários que terão de ser estudados”.

Em causa estão estudos de viabilidade para a eventual construção de uma ligação ferroviária de alta velocidade entre o Porto, Vila Real, Bragança e a fronteira com Espanha, com possibilidade de ligação a Sanábria/Zamora.

O responsável pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte acrescentou ainda que “há dois declives acentuados que terão de ser vencidos com é a subida para a Serra do Marão e para o Planalto Transmontano, e este estudo terá de ser feito desde a sua origem até ao final”.

As declarações foram feitas em Bragança, durante a assinatura do acordo de colaboração para a elaboração dos estudos de viabilidade da futura linha de alta velocidade de Trás-os-Montes, “um projeto estruturante para a coesão territorial e desenvolvimento socioeconómico da região”.

Para António Cunha, este ato representa “uma afirmação do compromisso conjunto de vários atores num projeto transformador, para Portugal, para o Norte e, em particular, para as Terras de Trás-os-Montes".

“A Linha de Alta Velocidade de Trás-os-Montes representa uma nova centralidade para este território, um passo decisivo para a coesão territorial e para a mobilidade sustentável, e um sinal claro de que o interior tem um futuro promissor ”, sublinhou

Segundo António Cunha, a inclusão da nova linha no Plano Ferroviário Nacional (PFN), aprovado pelo Governo em abril de 2025, representa um reconhecimento estratégico da importância desta ligação.

O Plano Nacional Ferroviário (PNF) define orientações de longo prazo para o investimento numa rede ferroviária moderna, sustentável e interligada, com capacidade para suportar novos serviços de mobilidade e transporte de mercadorias, assegurando a integração plena nas redes transeuropeias de transporte”.

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