Alberto Torres, da CDU, quer cooperativa de habitação e fim das portagens na A42 em Lousada
Porto Canal / Agências
O antigo dirigente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia Alberto Torres estreia-se como candidato da CDU à Câmara de Lousada, assumindo como principais prioridades a habitação, o emprego, os cuidados continuados e o fim das portagens na A42.
Afastado das funções de agente da PSP há mais de 20 anos, o candidato e antigo dirigente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), apresenta-se às eleições autárquicas de 12 de outubro pela coligação PCP/PEV com o objetivo de servir o concelho, pelo que o seu programa – que será conhecido no sábado – tem como base os problemas daquele município do distrito do Porto, nomeadamente quanto às questões do acesso à habitação.
“Sabemos que há muitas dificuldades. Não temos levantamento dessa situação feito, mas sabemos dessas dificuldades”, admite, lembrando que Lousada é considerado um dos concelhos mais jovens do país, mas onde “uma boa parte dos jovens tem dificuldade na aquisição de habitação”.
Como resposta, Alberto Torres propõe a criação de uma cooperativa de habitação a constituir em articulação com a autarquia, sociedade civil, empresas e cidadãos, defendendo a cedência de terrenos municipais gratuitamente ou a preços inferiores aos de mercadom, por forma a permitir construção social e cooperativa.
A questão do emprego surge associada à da habitação, refere. O candidato da CDU considera essencial criar melhores condições no mercado de trabalho local e desafiando as empresas, através das suas associações, a colaborarem com a autarquia para apostar na formação, qualificação e valorização salarial dos trabalhadores.
Alberto Torres não esquece ainda a importância do fim das portagens na autoestrada A42, descrevendo-o como um compromisso inegociável para o avanço do concelho.
Segundo o candidato, o alívio dos custos de mobilidade pode trazer empresas, melhorar o emprego e atrair investimento.
“Vamos lutar firmemente pelo fim das portagens aqui no concelho. Os empresários só vêm para cá se tiverem condições, se não tiverem, não vêm”, sustenta, criticando a incoerência de partidos que no passado defenderam publicamente esta causa, mas que “agora que podem resolver o problema, estão muito calados”.
Nos serviços públicos e na saúde, Alberto Torres considera prioritário reforçar a rede de cuidados, salientando a necessidade de novas unidades de saúde, particularmente em freguesias mais afastadas do centro.
Destaca ainda a carência de respostas para idosos e pessoas dependentes, lamentando que haja "pessoas que são empurradas para longas distâncias de quilómetros dos seus familiares” para aceder a cuidados continuados.
Entre as suas bandeiras está igualmente a criação de um Conselho Municipal de Segurança, órgão que, defende, pode ser uma plataforma de articulação entre as autoridades, a sociedade civil e a autarquia, não apenas para a abordagem de questões criminais, mas também iluminação pública, degradação urbana e segurança nos espaços de lazer.
No ambiente, aponta como prioritário o combate à poluição dos rios e à apropriação indevida das margens, bem como uma atenção renovada a jardins, espaços públicos e património natural, com destaque para a Mata de Vilar do Torno e o Parque de Vilar, que, defende, devem ser devolvidos à fruição da população.
Nas eleições autárquicas de 2021 em Lousada, o Partido Socialista, liderado por Pedro Machado, reforçou a sua maioria ao obter 58,78% dos votos e conquistar cinco mandatos no executivo municipal, enquanto a coligação PSD/CDS-PP ficou em segundo lugar com 33,95% e dois mandatos. Os restantes partidos não elegeram vereadores, sendo que a CDU conquistou apenas 1,23% dos votos.
Para além de Alberto Torres da CDU, são também conhecidos os candidatos do PS Nelson Oliveira, atual vereador com pelouros no Urbanismo, Saúde, Habitação e Juventude, Leonel Vieira pela coligação PSD/CDS-PP e Iniciativa Liberal, e Paulo Pinto, cabeça de lista pelo Chega.
As eleições autárquicas estão marcadas para 12 de outubro.
