Acervo desconhecido do Museu Soares dos Reis no Porto em exposição até novembro

Acervo desconhecido do Museu Soares dos Reis no Porto em exposição até novembro
| Porto
Porto Canal/ Agências

O Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), no Porto, inaugura na quinta-feira a exposição “Horizontes Partilhados: Viagens e Transformações” que apresenta, até novembro, mais de 230 objetos do seu acervo museológico, “uma percentagem significativa” até então desconhecida dos visitantes.

“Do acervo que vai estar patente na exposição temporária unicamente dez objetos saem da exposição de longa duração, mais de duas centenas de peças saem da reserva do museu e uma percentagem significativa são peças que nunca foram mostradas”, revelou à Lusa o diretor MNSR e da Casa-Museu Fernando de Castro, António Ponte.

Atualmente, de um espólio com mais de 18 mil bens culturais, apenas 1.400 estão acessíveis ao público através da exposição de longa duração.

A exposição temporária “Horizontes Partilhados: Viagens e Transformações” traz à luz do dia mais de 230 objetos que compõem as reservas, biblioteca e o arquivo não só do MNSR como da Casa-Museu Fernando de Castro, numa narrativa construída a partir do tema orientador da programação do MNSR para 2025: Confluências e Criação.

Nas reservas do MNSR, explicou António Ponte, encontram-se numerosos objetos que testemunham uma longa história de contactos e de relações, diretas e indiretas, entre Portugal e diversos pontos do mundo, que conduzem a uma reflexão sobre as convergências e os processos de criação do quais resultou o que é, hoje, o património cultural português.

Com comissariado literário do escritor Gonçalo M. Tavares – uma novidade - e comissariado científico de Ana Bárbara Barros, José da Costa Reis e Paula Fortuna Oliveira, a mostra estrutura-se em três núcleos centrais - Objetos e Viajantes, O Olhar (d)o Outro e Contaminações -, abrindo com dois marcos miliários romanos (colunas de pedra utilizadas para marcar distâncias nas estradas romanas).

“Estamos a falar das grandes viagens, para além da própria História de Portugal, mas que de alguma forma refletem a importância destes objetos que nos induzem a olhar para estas viagens como transformadoras”, detalhou António Ponte, dando como exemplo “o alto-relevo da ‘Fuga para o Egito’ [que estará em exposição], uma viagem mítica, bíblica, que traz a perspetiva de que ao longo da história da humanidade, a viagem foi sempre uma constante e que muitas vezes condicionou a forma de ver o mundo”.

A exposição implicou uma reflexão interna alargada e tem representadas “quase todas as coleções” do MNSR - pintura, escultura, cerâmica, têxteis, documentos e lapidária –, conduzindo o visitante numa viagem por África, Índia, China, Japão e Brasil.

“[Nesta exposição] há uma peça que é muito curiosa: o mastro da embarcação do D. Pedro [IV], da sua viagem entre o Brasil e Portugal quando veio para as lutas liberais. É uma peça muito simbólica do ponto de vista histórico e da dimensão sentimental de parte desta coleção”, contou, antecipando ainda que a exposição integrará um conjunto de tapeçarias muito relevante da coleção do MNSR, bem como, entre outras, um Godrim, colcha de abafo indiana recentemente restaurada.

À Lusa, António Ponte adiantou estar também a preparar “um conjunto de novas exposições com objetos que tradicionalmente estão em reserva, a apresentar ainda no final deste ano e inicio do próximo, trazendo “novas leituras e novos cruzamentos de peças do museu com peças artísticas contemporâneas”.

Com inauguração agendada para quinta-feira, a exposição temporária “Horizontes Partilhados: Viagens e Transformações” ficará patente no MNSR até 22 de novembro, tendo entrada livre para residentes em Portugal.

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