Vento extremo provocou danos em oito aldeias do concelho de Mirandela

Vento extremo provocou danos em oito aldeias do concelho de Mirandela
Foto: Reprodução Redes Sociais Rádio Terra Quente FM
| Norte
Porto Canal/Agências

A Proteção Civil do município de Mirandela, no distrito de Bragança, tem registo de constrangimentos em oito localidades do concelho provocados por um fenómeno de vento extremo na tarde de terça-feira.

Numa informação escrita enviada esta quarta-feira à Lusa sobre o primeiro levantamento de danos provocados pelo vento extremo, há registo de queda de telhados, árvores e cabos de eletricidade caídos na via pública em Carvalhais, Contins, Vila Nova das Patas, Valverde, Vale de Pereiro e Vilar de Ledra.

Segundo a Proteção Civil, em Vale de Lobo e em Vila Verdinho faltou a luz elétrica devido à queda de um raio.

Fonte do comando dos bombeiros locais disse à Lusa que foram chamados para quatro intervenções onde a população sentiu mais necessidade de ajuda.

Houve ainda um incêndio rural na localidade de Frechas.

De acordo com os relatos locais, o fenómeno de vento, acompanhado de chuva e granizo, durou cerca de 15 minutos e aconteceu por volta das 18h00.

“Comecei a aperceber-me do vento com bastante intensidade. Em minha casa, guarda-sóis e roupa espalharam-se pelo quintal. E comecei a ter a real noção quando comecei a receber telefonemas da população a dizer que o telhado voou, da árvore caída no meio da estrada e onde não se passa… e aí chamei logo a Proteção Civil, que rapidamente chegou ao local”, narrou Nelson Teixeira, presidente da junta de freguesia de Carvalhais, que inclui a localidade de Vila Nova das Patas.

Segundo o autarca, registaram-se quatro desimpedimentos de estradas por quedas de árvores, três viaturas danificadas e 25 telhados afetados, entre casas de primeira habitação, casas de férias de emigrantes, habitações devolutas e armazéns.

Caíram ainda postes de eletricidade, com fios cortados com energia a passar na via pública.

“Foi todo um desenrolar de coisas nas três horas seguintes, até que as pessoas começaram a acalmar. Esta quarta-feira já começaram a reconstruir as casas”, disse Nelson Teixeira.

O presidente da junta de freguesia referiu que ninguém foi realojado, também porque esta quarta-feira não chove, o que possibilita aos moradores com os telhados afetados ficarem nas suas residências.

Quanto a como é que se vai fazer face aos prejuízos, Nelson Teixeira informou que já se estão a articular com as demais entidades.

Quem tem seguros, deverá recorrer a eles. Quem não tem, para já, pediu ajuda à junta de freguesia para pedir orçamentos para os trabalhos de intervenção, enquanto aguardam para perceber se será possível ter algum tipo de auxílio.

Já no domingo, segundo também a Proteção Civil, houve queda de árvores num carro e caiu um muro, devido ao granizo, chuva e ventos que se fizeram sentir.

Também foram afetadas as culturas sazonais nas hortas comunitárias situadas também na freguesia de Carvalhais.

“Ninguém se lembra de nada assim. O granizo, de vez em quando, vem. Agora assim associado a vento extremo, ninguém se lembra”, reforçou Nelson Teixeira.

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