Produtividade, digitalização e desafios da IA no arranque da QSP Summit no Porto

Produtividade, digitalização e desafios da IA no arranque da QSP Summit no Porto
Foto: QSP Summit | Facebook
| Porto
Porto Canal/Agências

As preocupações com a produtividade, digitalização e os desafios da Inteligência Artificial (IA) dominaram o primeiro painel da QSP Summit que esta terça-feira se iniciou no Palácio da Bolsa, no Porto.

Num painel que reuniu o presidente executivo e sócio-gerente da Deloitte Portugal, António Lagartixo, a presidente executivo da TMG Automotive, Isabel Furtado, o Presidente do conselho de administração da Vista Alegre e presidente executivo do Grupo Visabeira, Nuno Terras Marques, e o copresidente executivo da Symington Family Estates, Rob Symington, os desafios sobre as novas orientações estratégicas deram o mote para a conversa.

Na sua primeira intervenção Isabel Furtado defendeu que, na empresa que dirige, a "produtividade de uma mulher é sempre maior que a do homem porque tem mais foco no que está a fazer" lamentando que haja "gestores que se assustam com a maternidade".

Para a gestora, a licença de maternidade deve ser, por isso, "uma escolha da mulher e não de políticas governamentais".

"Eu não sou pior mãe ou melhor mãe se quiser ficar seis meses em casa ou um ano. Se me obrigarem a estar um ano em casa, eu tenho que escolher entre ter três filhos ou chegar a CEO (presidente executiva)", acrescentou Isabel Furtado, pedindo para que sejam encontradas "alternativas para as mulheres poderem trabalhar e assegurar que os filhos fiquem bem".

Falando sobre os desafios para a viticultura, Rob Symington referiu que "as previsões do clima em Portugal e no Douro para o ano 2050 são horríveis" pelo que a resposta a isso é ter a "sustentabilidade e a inovação como os dois lados da mesma moeda", sublinhando que a "humildade é muito importante porque nunca ninguém tem todas as respostas".

Convidado para falar sobre os desafios da digitalização, Nuno Terras Marques alertou para o facto de esta potenciar o risco de ciberataques, mas também sociais, como a falta de privacidade e massiva distribuição dos dados das pessoas nas redes sociais.

Neste âmbito, continuou, haverá atividades laborais que irão desaparecer enquanto outras irão surgir, o que obrigará o gestor a ser "o mais ágil possível para tentar antecipar o que aí vem".

Na mesma linha de pensamento, António Lagartixa advertiu que "todas as atividades que são baseadas no conhecimento num prazo de 5 anos vão ser brutalmente atingidas, porque a máquina já hoje é capaz de gerar informação os humanos não são capazes de validar se está certa ou errada" (…) gerando-se, a partir desse momento, "não só um problema ético como existencial".

"A única coisa que acredito que vai acontecer de uma maneira mais forte é que tudo isto vai ser gradual, pelo que quanto mais depressa começarmos a aprender, voltar a fazer e a ajustar, menor será o risco de ficarmos na cauda do pelotão (…) pois tudo aquilo que é o modelo de defesa de guerra e de sistemas segurança que temos hoje desapareceu (…) porque tudo funciona em cima de sistemas digitais", disse.

A QSP Summit vai decorrer até domingo, decorrendo as sessões durante o fim de semana na Exponor, em Matosinhos.

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