Bloco de Esquerda do Porto rejeita "truques eleitorais" e quer "plano sério" de mobilidade

Bloco de Esquerda do Porto rejeita "truques eleitorais" e quer "plano sério" de mobilidade
Foto: Porto Canal
| Porto
Porto Canal/Agências

A concelhia do Bloco de Esquerda no Porto rejeitou esta terça-feira "truques eleitorais", referindo-se à petição sobre o metrobus liderada por Pedro Duarte, candidato do PSD/CDS-PP nas eleições autárquicas, defendendo "um plano sério para a mobilidade da cidade".

Num comunicado enviado esta terça-feira à imprensa, o BE do Porto refere que a cidade "não precisa de truques eleitorais", mas sim de "um plano sério para a mobilidade", acusando o PSD de procurar "cavalgar o descontentamento de alguns em torno da obra do metrobus na Avenida da Boavista, promovendo uma petição e convocando uma Assembleia Municipal potestativa, sob o pretexto de defender uma avenida 'mais verde, humanizada e sustentável'".

"Não deixa de ser irónico que Pedro Duarte e o PSD tenham decidido assinalar a iniciativa de defender a ciclovia… caminhando e ocupando a ciclovia", observam os bloquistas, assinalando ainda que "quem lê o texto da petição quase acredita que o PSD sempre esteve do lado da mobilidade suave, a proteção do espaço público e as ciclovias".

Para o BE, a realidade é "exatamente o contrário", pois Pedro Duarte e o PSD "surgem agora, de forma oportunista, a defender aquilo que o PSD sempre recusou ao longo dos últimos anos".

A petição pública liderada por Pedro Duarte pugna pela suspensão e mudança da segunda fase do metrobus, defendendo a circulação sem canal dedicado e a salvaguarda de árvores e da atual ciclovia.

"O que se diz sobre a ciclovia na Avenida da Boavista merece atenção. Porque não basta desenhar uma linha no chão e chamar-lhe infraestrutura ciclável. É preciso saber onde começa, onde termina e como se integra na rede. Neste momento, a ciclovia que a petição defende preservar, em detrimento do que se previa para o BRT [metrobus], começa e acaba ‘em lado nenhum’", observam.

Para o BE, "a súbita preocupação parece mais ditada pela oportunidade política do que por qualquer compromisso sério com a mobilidade suave".

A referida ciclovia "não tem ligação a outras vias cicláveis e, na zona do Castelo do Queijo, desemboca nas Avenidas Atlânticas - onde a ciclovia foi tornada praticamente obsoleta por um desenho urbano que muito prejudicou aquela frente marítima e alvo de polémica desde as eleições de 2021".

O BE refere ainda que o proposto na petição liderada por Pedro Duarte "está longe de responder à ambição de um transporte público moderno e eficaz", pois "um BRT sem canal dedicado não é mobilidade sustentável e de qualidade", pois significa "baixar ainda mais a fasquia, tornando o sistema mais vulnerável ao trânsito, à irregularidade e à ineficiência".

"Ao PSD, junta-se também Rui Moreira [presidente da Câmara do Porto], que agora fala em 'desfiguração da Avenida'. O mesmo Rui Moreira que desfigurou a ciclovia nas Avenidas Atlânticas, desperdiçou oportunidades cruciais de investimento na mobilidade suave - na Fernão Magalhães, na própria Boavista e noutras zonas da cidade", acusa o BE.

Os bloquistas, que têm um vereador sem pelouro (Sérgio Aires) no executivo e três eleitos na Assembleia Municipal (grupo liderado por Susana Constante Pereira), recordam que o movimento independente de Rui Moreira "prometeu, no seu programa eleitoral, um plano de ciclovias que continua por concretizar".

O BE vai ainda apresentar um pedido de informação, dirigido ao presidente da Assembleia Municipal, Sebastião Feyo de Azevedo, para obter um "ponto de situação e execução dos compromissos municipais relativos à rede de ciclovias e mobilidade em bicicleta no Porto", nomeadamente sobre os percursos Porto (Trindade) - São Mamede de Infesta e Porto (Asprela) - Rio Tinto.

Questiona ainda se a autarquia está "disponível para lançar a elaboração de um plano municipal para a mobilidade em bicicleta" com "objetivos e metas mensuráveis".

O BE "continuará a lutar por uma mobilidade integrada para a cidade com menos carros, mais ciclovias seguras e mais árvores e por um Porto onde o transporte público é para todas as pessoas - não como jogada de campanha nem encenação eleitoral", refere.

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