Líder do PSD não teme instabilidade após eleições

Líder do PSD não teme instabilidade após eleições
| Política
Porto Canal / Agências

O líder do PSD, Luís Montenegro, disse não temer um cenário de instabilidade após as legislativas antecipadas, afirmando estar otimista quanto a uma grande taxa de participação nestas eleições.

“Sei que todos têm uma preocupação que é que destas eleições surjam soluções positivas que tragam maior capacidade de o país crescer, de o país prosperar, para poder haver mais justiça social, para poder haver mais igualdade de oportunidades e que há a procura de uma solução de estabilidade, mas isso dependerá agora das escolhas”, disse Luis Montenegro.

Pouco passava das 09h45 quando Luís Montenegro depositou o seu voto na urna da mesa n.º 8 da Escola Primária n.º2 em Espinho, no distrito de Aveiro, onde concorre como cabeça de lista pela AD (Aliança Democrática).

Em declarações aos jornalistas, após ter exercido o seu direito de voto, Montenegro disse que espera que haja uma grande taxa de participação nestas eleições.

“É muito importante que as portuguesas e os portugueses sintam a responsabilidade de escolherem o seu futuro e, portanto, aproveitem o direito que têm a ser parte ativa, determinante, soberana dessa escolha e possam acorrer às mesas de voto e participar neste ato eleitoral e, através dessa participação, colaborar para a formação da vontade política nacional, a constituição do Parlamento, a futura composição do Governo, a criação das condições para termos um futuro preenchido de prosperidade, de esperança e de estabilidade”, afirmou.

O líder do PSD assinalou ainda como “muito bom indício e indicador” a utilização do mecanismo do voto antecipado por parte de mais de 300 mil portugueses, por entender que é uma forma de combater a abstenção e dar a oportunidade às pessoas de poderem adequar as suas vidas pessoais e familiares com este exercício deste direito e dever cívico.

“No caso concreto das eleições legislativas, acho que é redobradamente positivo, porque não só se votou de forma antecipada, como também em mobilidade, que é um voto mais difícil, porque estamos a falar de círculos eleitorais e é uma operação mais complexa do que foi, por exemplo, nas europeias, em que só há um círculo, que é o círculo nacional”, acrescentou.

Montenegro referiu ainda que vai passar o dia com a família, em Lisboa, onde os seus filhos irão votar, e adiantou que ainda não tem preparado o discurso que fará depois de serem conhecidos os resultados.

“Só vou pensar nisso a partir do aparecimento dos resultados, que não vale a pena antecipar muito os cenários (…) gosto de sentir o momento, gosto de sentir aquela emoção também dos resultados chegarem e de se construir aquilo que será o desfecho final das eleições e, portanto, estou muito tranquilo como costuma ser o meu hábito em todas as ocasiões, mesmo aquelas que são, do ponto de vista emocional, mais intensas e também confiante, sem dúvida”, afirmou.

Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), podem votar para as eleições legislativas antecipadas deste domingo 10,8 milhões de eleitores.

No total, serão eleitos 230 deputados, em 22 círculos eleitorais - 18 dos quais em Portugal continental e os restantes nos Açores, na Madeira, na Europa e Fora da Europa -, num ato eleitoral que terá um custo a rondar os 26,5 milhões de euros.

Concorrem a estas eleições 21 forças políticas, mais três do que nas eleições de março do ano passado.

O Partido Liberal Social (PLS) é o único partido estreante neste ato eleitoral, juntando-se a AD (PSD/CDS-PP), PS, Chega, IL, BE, CDU (PCP/PEV), Livre, PAN, ADN, RIR, JPP, PCTP/MRPP, Nova Direita, Volt Portugal, Ergue-te, Nós, Cidadãos!, PPM e, com listas apenas numa ou nas duas regiões autónomas, MPT, PTP e PSD/CDS/PPM.

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