Zona Especial de Conservação da Peneda/Gerês passa a ter regime jurídico de proteção

Zona Especial de Conservação da Peneda/Gerês passa a ter regime jurídico de proteção
| Norte
Porto Canal/Agências

A Zona Especial de Conservação (ZEC) da Peneda/Gerês, com uma área de 89.574 hectares, nos distritos de Braga, Vila Real e Viana do Castelo, tem a partir de quinta-feira de um regime jurídico de proteção e conservação.

O decreto-lei que conclui o processo de designação da ZEC da Peneda/Gerês foi esta quarta-feira publicado no Diário da República, tendo em vista o enquadramento legal para uma “proteção especial” direcionada “à manutenção ou restabelecimento do estado de conservação favorável dos ‘habitats’ naturais ou seminaturais e das populações das espécies selvagens com presença significativa nessa zona, incluindo a boa condição ecológica dos biótopos utilizados por estas espécies”.

O Plano de Gestão colocado em discussão pública promovida pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), consultado pela Lusa, indica que esta ZEC, com 89.574 hectares, “corresponde a uma extensa área territorial, que engloba uma série de maciços e relevos graníticos que exercem uma profunda marca na paisagem do noroeste peninsular, onde são frequentes altitudes superiores a 1300 metros”.

“Na ZEC Peneda/Gerês ocorrem com presença significativa 21 tipos de ‘habitat’ e 27 espécies da flora e da fauna. A ZEC assume especial relevância para a conservação de 16 tipos de ‘habitat’, oito espécies da flora e 14 espécies da fauna, valores que constituem prioridades de conservação e para os quais se impõem medidas de gestão mais urgentes”, acrescenta.

A ZEC Peneda/Gerês localiza-se nos concelhos de Montalegre, no distrito de Vila Real, de Terras de Bouro, Vila Verde, Amares e Vieira do Minho, no distrito de Braga, e em Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Melgaço, no distrito de Viana do Castelo.

De acordo com o decreto-lei, “na elaboração, alteração ou revisão do programa especial do Parque Nacional da Peneda-Gerês, cuja área de intervenção incide sobre a ZEC Peneda/Gerês, deve ser estabelecido um regime de proteção que garanta os objetivos” de proteção da ZEC.

O documento interdita “a instalação de novas explorações de depósitos e massas minerais e a ampliação das existentes por aumento da área licenciada, bem como a prospeção e pesquisa de recursos geológicos”.

Por outro lado, fica impedida a “edificação em solo rústico” na ZEC, com exceção de “infraestruturas e equipamentos de apoio à conservação da natureza, visitação, turismo e atividades agrícolas ou florestais” ou “equipamentos de utilização coletiva de natureza pública e infraestruturas territoriais”, entre outras.

Condicionado ao parecer favorável do ICNF fica “a instalação, em solo rústico, de infraestruturas de eletricidade e telefónicas, aéreas ou subterrâneas”, bem como “de telecomunicações, transporte de gás natural ou de outros combustíveis, abastecimento de água e saneamento básico e aproveitamento de energias renováveis”.

Ficam igualmente proibidas as “atividades motorizadas, desportivas ou recreativas, fora das vias e caminhos ou outros espaços destinados para o efeito, em solo rústico”.

Está também vedada “a introdução na natureza e o repovoamento de espécies exóticas da flora e da fauna, salvo se for demonstrada ser a única ação eficaz para a conservação da natureza ou para a salvaguarda da saúde ou segurança públicas”.

A fiscalização do cumprimento do decreto-lei cabe ao ICNF, às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, à GNR e PSP.

O ICNF é “a autoridade competente para o processamento das contraordenações e aplicação das coimas e sanções acessórias”.

+ notícias: Norte

Governo designa José Carlos Cidade para vogal da ULS Gaia/Espinho

O Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira a designação do ex-presidente da Junta de Freguesia da Madalena José Carlos Cidade para vogal do conselho de administração da Unidade Local de Saúde Gaia/Espinho (ULSGE).

Profissionais de saúde em luta por estacionamento gratuito no Hospital de Braga

Os profissionais da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga estão esta sexta-feira em greve para exigir estacionamento gratuito no hospital daquela cidade, sublinhando ser inadmissível que tenham de pagar “quase um salário mínimo” por ano para poderem trabalhar.

Comissão dos Vinhos Verdes lança coletivo de sustentabilidade para a região

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes lançou um Coletivo de Sustentabilidade, um programa com o objetivo de ajudar produtores, técnicos e outros parceiros com práticas sustentáveis.