Governo declara Romaria d’Agonia como projeto de interesse cultural

Governo declara Romaria d’Agonia como projeto de interesse cultural
Foto: Festas d' Agonia
| Norte
Porto Canal/ Agências

A ministra da Cultura declarou a Romaria d’Agonia, em Viana do Castelo, como projeto de Interesse Cultural ao abrigo do estatuto dos benefícios fiscais, que permite beneficiar, este ano, do regime de mecenato cultural, revelou esta quarta-feira a VianaFestas.

“(…) Declaro que reconheço o interesse cultural do projeto Romaria de Nossa Senhora d’Agonia – Edição 2025, uma iniciativa da responsabilidade da A.P.F. – Viana Festas, Associação Promotora das Festas da Cidade de Viana do Castelo, para efeitos de Mecenato Cultural, podendo este usufruir dos benefícios fiscais previstos no regime do Mecenato Cultural”, lê-se na declaração emitida por Dalila Rodrigues, a que a agência Lusa teve esta quarta-feira acesso.

Contactada pela Lusa, fonte do Ministério da Cultura referiu que “a declaração não carece de publicação em Diário da República para produzir efeitos” e “é suficiente para a associação receber apoios mecenáticos”.

Na declaração, a ministra da Cultura realça que os mecenas não podem ter, “no final do ano ou do período de tributação em que o donativo é atribuído, qualquer dívida de imposto sobre o rendimento, a despesa ou o património e de contribuições relativas à Segurança Social, ou, tendo-a, sendo exigível, a mesma tenha sido objeto de reclamação, impugnação ou oposição e prestada garantia idónea (…)”.

No comunicado enviado às redações, VianaFestas explica que “a Romaria de Nossa Senhora d'Agonia junta-se, assim, ao restrito grupo de iniciativas que, além do reconhecimento público do Estado, que valida o seu valor histórico e cultural, passam a dispor de um importante instrumento de captação de apoio financeiro que reconhece às empresas”.

“Este reconhecimento é um sinal claro da importância cultural da Romaria de Nossa Senhora d'Agonia para Viana do Castelo e para o país. É também uma oportunidade concreta para reforçarmos a sustentabilidade deste grande evento através do apoio de mecenas. Apoiar a Romaria é investir na cultura, na etnografia e num projeto mobilizador da identidade de Viana do Castelo”, afirma o presidente da VianaFestas, Manuel Vitorino, citado na nota.

Esta distinção, acrescenta, “representa uma oportunidade para empresas e cidadãos se associarem à preservação e promoção da cultura popular, através de donativos com benefícios fiscais”.

Em 2024, mais de um milhão de pessoas marcaram presença nas festas, enquanto “os conteúdos disponibilizados ‘online’ — incluindo as transmissões em direto — chegaram a cerca de um milhão e meio de pessoas em todo o mundo”.

Este ano, as festas realizam-se entre os dias 12 e 20 de agosto.

A devoção à Nossa Senhora d’Agonia teve início em 1751, com a entrada da imagem na Capela do Bom Jesus. Em 1783, a Sagrada Congregação dos Ritos concedeu faculdade e licença para que, todos os anos, fosse celebrada uma missa solene naquela capela, no dia 20 de agosto — data que a cidade de Viana elegeu como Feriado Municipal e que se comemora desde então.

+ notícias: Norte

Presidente da Maia diz que é "absurdo" usar terrenos da Petrogal para a expansão do Aeroporto do Porto

O presidente da Câmara da Maia diz que os terrenos da Petrogal não são uma boa ideia para a expansão do Aeroporto Francisco Sá Carneiro. António Silva Tiago lembra que os terrenos da refinaria já têm outros projetos previstos.

Chega expulsa candidato autárquico suspeito de abuso sexual de crianças e pornografia

O Chega expulsou o militante e ex-candidato a uma junta de freguesia no concelho de Fafe nas últimas eleições autárquicas depois de este ter sido detido pela alegada prática de crimes de pornografia de menores e de abuso sexual de crianças agravado.

Defesa de Laplaine Guimarães diz que o cliente não ficou com dinheiro de contratos

A defesa de Alberto Laplaine Guimarães, um dos quatro detidos na operação “Lúmen”, que investiga alegados crimes económicos em contratos para a instalação de luzes de Natal, disse que o seu constituinte não ficou com dinheiro ilícito.