Elad Dror desconhecia alegada tentativa para atrasar empreendimento do grupo Fortera

Elad Dror desconhecia alegada tentativa para atrasar empreendimento do grupo Fortera
Foto: Fortera Properties
| Norte
Porto Canal/ Agências

O fundador do grupo Fortera, Elad Dror, disse esta quinta-feira no Tribunal de Espinho que não teve conhecimento de qualquer ação para tentar atrasar o empreendimento Espinho 3, como refere a acusação do processo Vórtex.

O fundador do grupo Fortera, que é arguido no processo Babel (relacionado com a alegada viciação e violação de normas e instrução de processos de licenciamento urbanísticos no concelho vizinho de Vila Nova de Gaia), prestou esta manhã declarações na qualidade de testemunha no processo Vórtex, que tem como arguidos dois ex-presidentes da Câmara de Espinho.

Durante a 33.ª sessão do julgamento, Elad Dror foi confrontado com uma mensagem do empresário Francisco Pessegueiro dirigida ao arquiteto João Rodrigues, ambos arguidos no processo, a perguntar se este conseguia “entalar” o projeto Espinho 3, do grupo Fortera, com o então presidente da Câmara Pinto Moreira.

Questionado pela Procuradora da República, o empresário israelita disse que o projeto demorou dois anos a chegar à Assembleia Municipal, mas referiu que não teve conhecimento de que alguém tenha tentado dificultar a aprovação do caráter estratégico deste empreendimento.

“Nestes dois anos, não tive conhecimento que alguém estava a tentar fazer dificuldades (…). Eu sabia que ia demorar tempo, pelo menos até chegar à assembleia”, disse a testemunha.

Nesta sessão esteve também em foco uma troca de mensagens entre o ex-diretor executivo do grupo Fortera e o arguido Paulo Malafaia, onde este questiona o empresário israelita se considerava que o arquiteto João Rodrigues era um bom peão, ao que Elad Dror respondeu afirmativamente.

Perante o coletivo de juízes, Elad Dror esclareceu que concordou com a expressão usada por Malafaia por entender que João Rodrigues tinha arranjado uma reunião com o então presidente da autarquia Pinto Moreira e defendido os interesses do grupo como arquiteto.

Ainda durante o período da manhã, o coletivo de juízes começou a ouvir Maria Lurdes Ganicho, que foi vereadora na área do Urbanismo, no executivo de Pinto Moreira, mantendo atualmente o cargo de vereadora mas na oposição.

Lurdes Ganicho também chegou a ser constituída arguida no âmbito do processo Vórtex, mas, o caso foi arquivado quanto a esta,

O processo Vórtex está relacionado com "projetos imobiliários e respetivo licenciamento, respeitantes a edifícios multifamiliares e unidades hoteleiras, envolvendo interesses urbanísticos de dezenas de milhões de euros, tramitados em benefício de determinados operadores económicos”.

A operação culminou em 10 de janeiro de 2023 com a detenção do então presidente da Câmara de Espinho, Miguel Reis (PS), o chefe da Divisão de Urbanismo e Ambiente daquela autarquia, um arquiteto e dois empresários por suspeitas de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências.

Em 10 de julho do mesmo ano, o Ministério Público deduziu acusação contra oito arguidos e cinco empresas, incluindo dois ex-presidentes da Câmara de Espinho, Miguel Reis e Pinto Moreira, que também viria a ser constituído arguido no âmbito deste processo, após ter sido ouvido no Departamento de Investigação e Ação Penal Regional do Porto.

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