Reconhecida prioridade ferroviária ao corredor Leixões/Aveiro/Vilar Formoso
Porto Canal/ Agências
O corredor ferroviário Leixões/Aveiro/Vilar Formoso é considerado prioritário na melhoria das ligações internacionais para o transporte de mercadorias na atualização do Plano Nacional de Energia e Clima 2030, publicada esta quinta-feira em Diário da República.
Por resolução da Assembleia da República, o corredor ferroviário Leixões/Aveiro/Vilar Formoso é um dos dois corredores prioritários nas ligações internacionais para o transporte de mercadorias, a par do corredor Sines/Setúbal/Lisboa/Caia.
O objetivo definido no plano é potenciar o uso da ferrovia nos percursos de e para os portos nacionais, bem como aumentar a competitividade do transporte ferroviário, reduzindo o tempo de percurso e os custos de transporte.
“O Porto de Aveiro vai ficar capacitado para dar essa resposta, com uma infraestrutura nova, devidamente dimensionada”, disse esta quinta-feira à Lusa Eduardo Feio, presidente da administração portuária, referindo-se ao novo terminal ferroviário que vai começar a ser construído na Gafanha da Nazaré.
Para o presidente da administração do Porto de Aveiro, que preside simultaneamente ao Porto da Figueira da Foz, “é essencial que haja uma política de incentivo ao transporte ferroviário e a capacitação para dar respostas e serviços multimodais”.
“O Porto de Aveiro tem a vantagem de ter um terminal ferroviário que já está ligado à Linha do Norte e, depois, à Linha da Beira Alta, com tudo eletrificado”, disse.
De acordo com o plano, é necessário “promover a eletrificação das linhas e a utilização do sistema ERTMS [sistema de gestão e controlo de tráfego ferroviário da União Europeia]”, bem como “aumentar o comprimento dos comboios de mercadorias para 750 metros”.
“Ao nível da bitola”, é apontada como medida de ação “promover a instalação de travessas (polivalentes) que permitem a alteração da bitola nos corredores internacionais”.
O plano, no texto referente aos transportes, indica que o transporte de mercadorias “é dos principais contribuidores para o consumo de combustíveis fósseis e para as emissões dos gases com efeito estufa”, apontando o dedo ao excesso de transporte rodoviário.
“O transporte por via ferroviária, marítima e fluvial traduz-se no aumento significativo da eficiência energética e ambiental do transporte de mercadorias”, lê-se.
A atualização do Plano Nacional de Energia e Clima 2030 foi aprovada na Assembleia da República, em 20 de dezembro, com os votos contra do PCP e a abstenção do Chega e Iniciativa Liberal.
A proposta de resolução foi apresentada ao plenário pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, que considerou o PNEC2030 como um instrumento fundamental para Portugal honrar as obrigações europeias, mas sobretudo para definir o rumo da transição energética.
