Ministério Público acusa 10 pessoas de ficarem com herança de 2,8 milhões na Murtosa

Ministério Público acusa 10 pessoas de ficarem com herança de 2,8 milhões na Murtosa
| Norte
Porto Canal / Agências

O Ministério Público acusou 10 pessoas e três sociedades de se terem apropriado de uma herança de 2,8 milhões de euros, através da falsificação do testamento, de uma pessoa sem herdeiros, adianta este domingo a Procuradoria-Geral Regional do Porto.

Na sua página oficial de Internet, a procuradoria referiu que os 13 arguidos estão acusados de um crime de branqueamento e, um deles, de abuso de confiança qualificado.

A acusação do Ministério Público (MP) sublinha que um homem de nacionalidade espanhola, entretanto falecido, teve conhecimento da morte do homem português, natural da Murtosa, no distrito de Aveiro, que não tinha deixado herdeiros e detinha um património de 2,8 milhões de euros.

Nessa sequência, esse homem de nacionalidade espanhola, em conluio com os restantes arguidos - seus familiares e amigos – decidiram apropriar-se daquele património que sabiam que iria reverter para o Estado Português, refere.

Para ficar com o património daquele, o homem forjou um testamento falso, realizou uma escritura de habilitação de herdeiros em 22 de agosto de 2018 e colocou dezenas de prédios rústicos e urbanos em seu nome, sublinha.

A acusação sustenta que, além disso, o suspeito transferiu o dinheiro da conta do falecido para contas suas e de familiares e amigos.

O MP considera ainda que, neste contexto, os arguidos fizeram contratos de compra e venda e de permuta para fazerem seus os bens imóveis, utilizando as sociedades que geriam e, dessa forma, prejudicarem o Estado.

Ainda segundo a acusação, um dia após a morte do cidadão português a 24 de abril de 2018, uma das arguidas que com ele convivia e que tinha poderes para movimentar uma das suas contas onde estava depositado um milhão de euros, transferiu esse dinheiro para a sua conta e, depois, para contas de familiares.

O MP requereu que os arguidos sejam solidariamente condenados no pagamento ao Estado de 2,8 milhões de euros e a perda de todos os bens imóveis e quantias apreendidas no processo.

+ notícias: Norte

Presidente da Maia diz que é "absurdo" usar terrenos da Petrogal para a expansão do Aeroporto do Porto

O presidente da Câmara da Maia diz que os terrenos da Petrogal não são uma boa ideia para a expansão do Aeroporto Francisco Sá Carneiro. António Silva Tiago lembra que os terrenos da refinaria já têm outros projetos previstos.

Chega expulsa candidato autárquico suspeito de abuso sexual de crianças e pornografia

O Chega expulsou o militante e ex-candidato a uma junta de freguesia no concelho de Fafe nas últimas eleições autárquicas depois de este ter sido detido pela alegada prática de crimes de pornografia de menores e de abuso sexual de crianças agravado.

Defesa de Laplaine Guimarães diz que o cliente não ficou com dinheiro de contratos

A defesa de Alberto Laplaine Guimarães, um dos quatro detidos na operação “Lúmen”, que investiga alegados crimes económicos em contratos para a instalação de luzes de Natal, disse que o seu constituinte não ficou com dinheiro ilícito.