Bloco de Esquerda reforça necessidade de Porto alcançar 15% de habitação social até 2026

Bloco de Esquerda reforça necessidade de Porto alcançar 15% de habitação social até 2026
Pedro Benjamim / Porto Canal
| Norte
Porto Canal / Agências

O Bloco de Esquerda reforçou esta quinta-feira a necessidade do município do Porto alcançar 15% de habitação pública até 2026 e de incorporar no orçamento para 2025 uma verba de 1,5 milhões de euros para a criação da tarifa social da água.

Em comunicado, o grupo municipal do Bloco de Esquerda apresenta 11 propostas às Grandes Opções do Plano e Orçamento Municipal para 2025, ao abrigo do direito de oposição.

Para 2025, o orçamento municipal fixa-se nos 450 milhões de euros, mais 38 milhões de euros face ao deste ano.

A maioria das propostas para áreas como a habitação, mobilidade e cultura "não têm sido acolhidas", salienta o BE, acrescentando que as "restantes são-no após anos de insistência”.

Entre as propostas destaca-se a necessidade do município alcançar 15% de habitação pública até 2026 e acabar com a alienação de património municipal habitacional.

O município do Porto gere, através da empresa municipal Domus Social, 48 bairros e a habitação social representa 12% do património edificado da cidade, onde vivem cerca de 30 mil pessoas.

Na área da habitação, o BE quer que os registos de Alojamento Local na cidade sejam suspensos e que seja criada uma moratória a hotéis ainda não licenciados.

O BE insta também a maioria municipal a rever a Estratégia Local de Habitação e elaborar a respetiva Carta Municipal.

“É necessário ter uma reserva de habitação municipal para casos de extrema urgência, pelo que o município deveria ter em permanência uma reserva de, pelo menos, 10 habitações”, considera.

Em matéria de “viver com dignidade”, o partido propõe a criação da Tarifa Social da Água, medida que abrangeria “19 mil famílias”, e apela à inscrição de uma verba de 1,5 milhões de euros no orçamento para esta medida.

Para o BE, a câmara deveria também criar, pelo menos, 30 equipas técnicas no âmbito do Plano Municipal Integrado de Combate à Pobreza, que deve ter como principal foco “a definição de áreas prioritárias de intervenção e respetivas metas”.

Já na área da mobilidade, o BE quer que a gratuitidade nos transportes seja alargada a todos os jovens até os 23 anos, a pessoas com mais de 65 anos, a pessoas com mobilidade condicionada e desempregados.

A medida alocaria uma dotação de três milhões de euros no orçamento, afirma o partido, que sugere também a implementação do Plano Municipal de Mobilidade Suave, no qual se deverá incluir o programa de reposição da segurança ciclável das Avenidas Atlânticas (Montevideu e Brasil).

Na área da cultura, o BE propõe que o valor gasto em apoios avulsos e “sem critérios pré-estabelecidos” seja convertido num fundo municipal de apoio às estruturas culturais, bem como a criação da Carta Municipal da Cultura.

A par das 11 propostas, o BE insta a maioria municipal a inscrever no orçamento para 2025 as verbas necessárias para as propostas apresentadas pelo partido e aprovadas em executivo.

Entre as propostas aprovadas destaca o estudo sobre diversidade de género da toponímia da cidade, o programa local de ‘espaços de calor’ como resposta às populações sem-abrigo, e a promoção de um debate sobre mobilidade.

+ notícias: Norte

Menezes contra criação de centro cardíaco no Porto que “esvazia” Gaia

O presidente da Câmara de Gaia considerou esta quinta-feira como “muito preocupante e grave” a intenção de se criar um centro de cirurgia cardíaca no Hospital Santo António, no Porto, “esvaziando” aquele serviço do Hospital de Gaia com “propostas mais atrativas”.

PS de Gaia propõe repor apoio ao passe dos idosos e transmissão das reuniões de câmara

Os vereadores do PS em Gaia vão propor, numa reunião extraordinária a seu pedido, a reposição do apoio aos passes dos idosos e a transmissão 'online' das reuniões do executivo, segundo requerimentos a que a Lusa teve acesso.

Presidente da ULS Santo António no Porto julgado no Tribunal de Contas em abril

O presidente da Unidade Local de Saúde de Santo António, no Porto, e membros do conselho de administração vão ser julgados no Tribunal de Contas em abril por alegadas irregularidades na contratação de serviços, segundo página oficial do tribunal.