Técnicos de reinserção social e de reeducação do Norte em greve pela revisão de carreiras

Técnicos de reinserção social e de reeducação do Norte em greve pela revisão de carreiras
Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
| Norte
Porto Canal/Agências

Os técnicos de reinserção social e de reeducação dos estabelecimentos prisionais do Norte iniciaram esta segunda-feira um período de greve pela revisão das carreiras e reforço de profissionais, realçando que a “atual situação põe em causa a segurança” da população.

Em declarações à Lusa, à margem de um protesto que está a decorrer à porta do Estabelecimento Prisional do Porto, que fica em Leça do Balio, concelho de Matosinhos, o presidente do Sindicato dos Técnicos da Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Miguel Gonçalves, explicou que o período de greve que começa esta segunda-feira vai durar até ao dia 12 de junho e será iniciada uma nova paralisação logo depois.

“Esta é uma situação inaceitável. Temos carreiras que não são revistas desde que foram criadas e temos colegas que neste momento ganham 1,48 euros acima do salário nacional, outros podem, no máximo, atingir os 1.600 euros no topo da carreira e não têm perspetivas de futuro”, disse.

Segundo o sindicalista, com o protesto desta tarde, aqueles trabalhadores querem “chamar a atenção para revisão das carreiras, que estão estagnadas”.

“A carreira de Técnicos Superior de Reeducação está estagnada desde que foi fundada em 1991, a de Técnicos Superior de Reinserção Social está estagnada desde 2001, estes são os colegas que trabalham nas equipas de vigilância eletrónica e reinserção social”, disse.

Além da revisão das carreiras, Miguel Gonçalves identificou outro problema que passa pela “necessidade de mais profissionais porque a atual situação põe em causa a segurança das pessoas”.

O presidente do sindicalista explicou que “os serviços estão deficitários”, como é o caso das “unidades que vão fechar temporariamente” e “a vigilância eletrónica deslocada para outros sítios”.

Como exemplo, referiu que “a vigilância eletrónica do Funchal vai ser, futuramente, controlada pelo Porto”, existindo “só um oceano a separar”, o que “é completamente ineficiente”.

O sindicalista questionou “como é que um colega no Porto vai controlar um agressor no Funchal?”.

Ao Governo, aquele sindicato pede que “resolva o problema”, referindo que sindicato e tutela vão reunir-se dia 19 de junho: “Esperamos que já tenha alguma coisa de concreto para nos apresentar, que decidam. Somos carreiras especiais, foi o que nos disseram, que foi por isso que esperamos até hoje, agora estamos a ver que estão a colocar colegas da carreira geral a fazer as nossas funções”.

Questionado sobre se este será a única forma de luta, Miguel Gonçalves anunciou já um outro período de greve “caso a negociação com o Governo não avance”, período esse que irá começar dia 18 de junho.

A jornada de greve iniciada esta segunda-feira vai ser cumprida dias 27, 28, 29 e 31 de maio e dias 03, 04 e 05, 06, 07, 11 e 12 de junho nos estabelecimentos prisionais de Santa Cruz do Bispo, feminino e masculino, no Estabelecimento Prisional do Porto, no Estabelecimento Prisional da Polícia Judiciaria do Porto e pela Equipa Porto Penal 6.

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