As reações dos partidos à tomada de posse do novo Governo

As reações dos partidos à tomada de posse do novo Governo
| Política
Porto Canal/Agências

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deu esta terça-feira posse ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, e aos ministros do XXIV Governo Constitucional, numa cerimónia no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, 23 dias depois das eleições legislativas antecipadas de 10 de março.

No final da cerimónia de tomada de posse do novo Governo, André Ventura afirmou que o primeiro-ministro “deixou claro que o interlocutor dele será o PS” e considerou que caberá aos socialistas garantir a estabilidade, mas mostrou-se disponível para negociar algumas propostas para o país.

Por sua vez, a Iniciativa Liberal manifestou-se disponível para um diálogo sobre medidas de combate à corrupção, proposto pelo primeiro-ministro, e prometeu ser exigente com a governação para que as promessas de campanha sejam cumpridas.

Do lado do PAN, Inês Sousa Real disse esperar que Luís Montenegro consiga transformar o seu Governo minoritário numa “maioria dialogante”, pedindo mais “rasgo e ambição”.

Também a líder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes, afirmou que o partido está disponível para dialogar com o novo Governo propostas que resolvam “problemas concretos”, mas salientou que a sua bancada “dificilmente” acompanhará o próximo Orçamento do Estado.

Por sua vez, o Bloco de Esquerda considerou que o discurso de posse do novo primeiro-ministro “foi uma constatação da profunda instabilidade” do Governo e criticou a “falta de clareza” de Luís Montenegro sobre o cumprimento das promessas eleitorais feitas.

Por último, também o PCP considerou que o discurso do novo primeiro-ministro, na sua tomada de posse, prova a “insistência do Governo” nas opções responsáveis pelos problemas do país, como baixos salários e pensões e degradação de serviços públicos.

Recorde-se que o BE e o PCP não marcaram presença na cerimónia de tomada de posse do XXIV Governo Constitucional. Do lado do PS, o líder do partido também esteve ausente.

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