O que defendem os partidos para os salários e pensões?

| Política
Henrique Ferreira

A caminho das Eleições Legislativas antecipadas, os partidos continuam a fazer promessas em diferentes áreas. Nos salários e pensões, as forças políticas comprometem-se com aumentos, colocando o final da legislatura (em 2028) como horizonte. 

Nas pensões, Pedro Nuno Santos diz que "quer colocar à discussão e concretizar uma reforma das fontes de financiamento do sistema de segurança social". Já a Aliança Democrática, promete aumentar o Complemento Solidário para Idosos para 820€.

O Chega quer colocar todas as pensões ao nível do salário mínimo até 2028 e o Bloco de Esquerda promete aumentar as pensões para quem tem carreiras contributivas de 20 ou mais anos para o valor acima do limiar da pobreza, ou seja 591€.

Já a Iniciativa Liberal diz que "não entra nos leilões eleitorais" e, por isso, propõe apenas reformar o sistema de pensões. 

À esquerda, o PCP quer um aumento de 7,5% em 2024, o PAN compromete-se a deixar de considerar o rendimento dos filhos e a incluir despesas de saúde no cálculo do Complemento Solidário para Idosos e o Livre quer a convergência das pensões com o salário mínimo nacional até ao final da legislatura. 

Propostas para o aumento do salário mínimo

Resumimos aqui as principais propostas dos partidos para a subida do ordenado mínimo:

  • Partido Socialista: salário mínimo de 1000€ até 2028
  • Aliança Democrática: salário mínimo de 1100€ até 2028
  • Bloco de Esquerda: salário mínimo de 900€ em 2024 e atualização anual de 50€ acima da inflação
  • CHEGA: salário mínimo de 1000€ com fundo de apoio às empresas
  • Iniciativa Liberal: salário médio de 1500€ em quatro anos
  • CDU: salário mínimo de 1000€ em maio
  • PAN: salário mínimo de 1100€ em 2028
  • Livre: salário mínimo de 1150 euros em 2028

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