Aluno sodomizado em Vimioso: escola continua em silêncio, mas agressores foram suspensos

| Norte
Susana de Barros Pacheco

A Comissão de Proteção a Crianças e Jovens de Vimioso garante que estão a ser disponibilizados todos os recursos possíveis à família e ao aluno que foi agredido sexualmente na escola.

O estabelecimento de ensino mantém-se em silêncio, mas os agressores já terão sido suspensos.

No Agrupamento de Escolas de Vimioso, permanece o silêncio acerca do caso de um aluno de 11 anos violado por oito estudantes, com recurso a um cabo de vassoura.

Na Escola, os encarregados de educação mostram-se preocupados e pouco tranquilizados com a falta de esclarecimento da direção. 

Contudo, a esta altura, sabe-se que os oito agressores terão sido suspensos durante quatro dias. Uma medida que não poderá ir mais além até porque, segundo a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Vimioso, a escola mais próxima fica a cerca de 40 km de distância. 

Em declarações ao Porto Canal, o Presidente da CPCJ de Vimioso diz que é "difícil" arranjar uma outra solução que não faça com que a vítima se sinta "marginalizada" e, por outro lado, que evite também que os  agressores se "sintam excluídos". 

No entanto, António Santos garantiu que a entidade já reuniu com a mãe do aluno e que está a disponibilizar todos os recursos possíveis à família e à vítima. E que estes já estarão a ter apoio psicológico. 

Trata-se de um agregado familiar carenciado com seis pessoas, onde apenas um dos pais é que terá rendimentos. 

O episódio terá ocorrido no dia 19 de janeiro no interior da Escola de Vimioso, distrito de Bragança, e foi denunciado pela Junta de Freguesia de Vimioso, que relatou vários casos de violência entre alunos; alunos e funcionários. 

Várias fontes confirmam que o episódio aconteceu na presença de, pelo menos, uma funcionária que "nada fez" para travar os supostos agressores. 

Sabe-se que dois dos agressores têm 16 anos, já respondendo criminalmente. Um deles seria irmão da vítima e terá completado 16 anos precisamente no dia da agressão. 

Já os restantes alunos terão idades compreendidas entre os 13 e os 15 anos. 

Na terça-feira estiveram no local inspetores da Polícia Judiciária e, na quarta-feira, a vítima foi encaminhada para o Instituto de Medicina Legal, no Porto, para realização de perícias.

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