Reprivatização da Efacec. Algumas propostas abrem possibilidade de o Estado recuperar parte do que injetou

| Economia
Porto Canal / Agências

O ministro da Economia disse esta quarta-feira que a maioria das seis propostas recebidas para a compra da Efacec preveem a aquisição total da empresa e algumas abrem a possibilidade de o Estado recuperar algum do capital que injetou.

António Costa Silva falava numa audição na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, no âmbito de um requerimento do PSD sobre o processo de reprivatização da Efacec e de um requerimento do PS sobre a execução das medidas do Governo relativas à covid-19.

“Temos de vender a Efacec na sua totalidade. A maioria das propostas que recebemos vão nesse sentido: querem a totalidade da empresa. Aí estou mais tranquilo. A maior parte dos consórcios que se apresentaram tem essa base”, afirmou o governante.

Esta quinta-feira termina o prazo de análise das seis propostas vinculativas de entidades nacionais e estrangeiras à reprivatização da Efacec que a Parpública recebeu.

O ministro afirmou que o Estado pretende incluir uma cláusula na venda que estipule “o mínimo de encargos para o Estado”, tal como procura “minimizar as condicionantes” das empresas concorrentes, como o número de trabalhadores.

António Costa Silva precisou que algumas das seis propostas incluem abrir a possibilidade “ao Estado de recuperar algum capital que injetou na empresa”, sob determinadas condicionantes, enquanto outros “consórcios e empresas internacionais têm visão de não só injetar dinheiro desde já, e dinheiro significativo, para manter a sua capacidade”.

O governante explicou que o Estado irá “manter as seis [propostas] em discussão e analisar cada uma delas, algumas particularidades, para depois fazer a seleção final”, contando ter as propostas finais para a aquisição dos 71,73% do capital do Estado na Efacec no “fim de março, início de abril”.

“E a partir daí se poder selecionar o que vai ser futuro da Efacec”, afirmou.

O ministro considera que, na generalidade, as empresas que apresentaram propostas revelam “exigências aceitáveis” e mostra-se “satisfeito” por alguns dos possíveis compradores, “mesmo internacionais, querem preservar a marca” da Efacec.

O Governo aprovou em novembro do ano passado um novo processo de reprivatização da participação social do Estado de 71,73%, com um novo caderno de encargos, depois de ter anunciado em 28 de outubro que a venda da Efacec ao grupo DST não foi concluída por não se terem verificado "todas as condições necessárias" à concretização do acordo de alienação.

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