Tensão entre claques na origem de incêndio em carrinha junto ao Estádio da Luz
Porto Canal
A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar um incêndio que destruiu uma carrinha, a cerca de 100 metros do Estádio da Luz. O incidente aconteceu poucas horas após a final da Supertaça de futsal, entre SL Benfica e Sporting CP, conquistada pelos leões.
O fogo terá sido ateado com uma tocha de cor verde, atirada intencionamente contra uma carrinha estacionada junto ao Estádio da Luz, reduto dos encarnados. O veículo, avaliado em 70 mil euros, ficou completamente destruído. O ataque aconteceu poucas horas depois da equipa de futsal do Sporting juntar mais um troféu às vitrines de Alvalade. conquistando a 11ª supertaça da sua história, diante do Benfica.
Ao Correio da Manhã, a responsável da empresa proprietária da viatura traçou um retrato do ataque, dizendo que"sabemos que o incidente aconteceu pouco depois da 1h00, de domingo para segunda-feira". Teresa relata que "há uma testemunha que viu um grupo de sujeitos a aproximar-se da carrinha. Depois ouviu-se um estrondo". Segundo a responsável, um dos indivíduos terá atirado uma pedra contra o vidro da carrinha, tendo depois o grupo atirado uma tocha a arder para o seu interior.
A viatura, Mercedes Vito de cor preta e vidros fumados, encontrava-se num local usado como ponto de encontro por claques do Benfica, sendo que a proximidade desta ao Estádio da Luz poderá indicar que a carrinha pertença a adeptos das "águias". Algo que será apurado, na sequência da investigação da PJ.
De realçar que estão registadas cerca de 3 mil pessoas como membros de claques (formalmente designadas como Grupo Organizados de Adeptos), de acordo com números da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto.
Violência no Desporto sobe de tom
Este é um cenário que se tem repetido ao longo dos anos, o clima de tensão entre claques de clubes da Segunda Circular. O caso da morte de Marco Ficini é o mais mediático dada a dimensão e as circustâncias que o caso tomou. O CM avança ainda que há 31 membros dos No Name Boys que estão a ser julgados por ataques aos rivais.
O caso está sob alçada da PJ, que tem as diligências em curso, apesar de os indícios poderem ter ficado carbonizados no incêndio.
